Aviação Angola compra dois novos aviões Boeing que custam 500 milhões

Angola compra dois novos aviões Boeing que custam 500 milhões

Os dois aviões vão servir para reforçar as rotas a partir de Luanda para Lisboa e Havana. A companhia quer também atrair novos clientes, através da promoção internacional de Angola como destino turístico.
Angola compra dois novos aviões Boeing que custam 500 milhões
André Cabrita-Mendes 24 de fevereiro de 2016 às 13:02
A companhia aérea angolana prepara-se para reforçar a sua frota. A TAAG comprou dois novos Boeing 777 que entram em operação a partir de Abril. Com os novos aviões, a TAAG prepara-se para aumentar as frequências nas rotas entre Luanda e Lisboa e Havana.

O negócio foi anunciado pelo administrador executivo da companhia, William Boulter, na Televisão Pública Angolana (TPA), avança a agência Angop esta quarta-feira, 24 de Fevereiro.

O valor final do negócio não foi revelado, mas o modelo mais barato da família Boeing 777 custa 277 milhões de dólares (252 milhões de euros), enquanto o mais caro tem um preço de 400 milhões de dólares (365 milhões de euros), segundo os valores apresentados pela construtora aeronáutica norte-americana.

Neste momento, a empresa conta com cinco Boeing 737 que asseguram as rotas domésticas. Já os voos internacionais para Cuba, Brasil e Lisboa são assegurados por seis Boeing 777.

O gestor anuncou que a companhia quer ganhar novos clientes e que o turismo através da promoção do país a nível interno e internacional. "Queremos elevar os padrões dos serviços para ganharmos quota de mercado", afirmou.

O líder da TAAG também foi confrontando com a crise económica em Angola, e constatou que a mesma está a afectar a companhia. Por isso, a TAAG ajustou o seu "plano de negócios para fazer face à crise".

Companhia gerida pela Emirates

O Governo angolano assinou em 2014 com a Emirates um contrato de gestão da TAAG. Apesar da TAAG continuar a ser uma empresa pública angolana, com sede em Luanda, a gestão passou a ser feita pela transportadora aérea dos Emirados Árabes Unidos.

A nova equipa de gestão da TAAG, mandata pela Emirates, assumiu o cargo no ano passado e o aviso à navegação foi feito pouco depois. "Não haverá retorno aos velhos tempos de performance indiferente, de enganar a companhia e de apropriação indevida dos fundos da companhia e de equipamentos", disse o presidente executivo da TAAG, Peter Hill, em Novembro.

O gestor abriu também o jogo na altura, ao revelar que a TAAG "enfrenta a maior crise financeira da sua história" e que o Governo do presidente José Eduardo dos Santos "não está apto a dar o apoio suficiente para cobrir as necessidades de tesouraria" da empresa.



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