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Aviação acorda limites às emissões de dióxido de carbono

Os aviões entregues a partir de 2028 vão ter de obedecer a novos critérios. Pela primeira vez, as companhias aéreas juntam-se a acordos climáticos.

Bloomberg
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 12:16
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São os primeiros limites obrigatórios para as emissões de dióxido de carbono pelas companhias aéreas.

A Internacional Civil Aviation Organization (Organização da Aviação Civil Internacional, na tradução portuguesa) anunciou esta segunda-feira, 8 de Fevereiro, um acordo nesse sentido.


O mesmo chega depois de seis anos de negociações, num esforço para atenuar as alterações climáticas e o aumento do efeito de estufa.


Até agora, a aviação não integrava os acordos climáticos existentes, como o Acordo de Paris ou o Protocolo de Montreal. As companhias aéreas representam 2% das emissões globais, o que se compara ao total produzido pela Alemanha.


Os analistas acreditam que este valor poderá triplicar até ao meio deste século dado o crescimento desta indústria.


As novas regras vão aplicar-se a aviões entregues a partir de 2028, exigindo uma redução de 4% no consumo de combustível face ao que se verificava em 2015.


Os Estados Unidos da América, um dos agentes mais activos neste acordo, já vieram dar conta do impacto deste acordo. As novas normas devem cortar as emissões de dióxido de carbono em 650 milhões de toneladas entre 2020 e 2040.


Tal é o equivalente a retirar mais de 140 milhões de carros das ruas num ano, informou a Casa Branca citada pelo The New York Times.


A Comissão Europeia já veio aplaudir as medidas, pelo seu impacto para uma economia mais "verde".

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