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Avianca Brasil: De táxi aéreo a novo membro da Star Alliance

É a primeira companhia brasileira a voltar a integrar esta aliança dos ares. Os 27 membros actuais decidiram atribuir à Avianca Brasil esse feito. A transportadora entra no grupo enquanto enfrenta uma fase de "standby".

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Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 11:01
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Tudo começou no final da década de 1990. Uma aeronave era entregue como uma garantia de pagamento de uma dívida. Pouco depois, surgia o serviço de táxi aéreo que faria ligações entre o Rio de Janeiro e Macaé. "Havia potencial de negócio", conta José Efromovich aos jornalistas. Os anos passaram, o número de aviões também.

 

A OceanAir transformou-se na Avianca Brasil. Nesta quarta-feira, 22 de Julho, entra oficialmente na lista de parceiros Star Alliance. Em Junho deste ano, os 27 operadores aéreos a integrar a aliança votaram favoravelmente a integração.

 

A Avianca Brasil faz parte do grupo Synergy, liderado por Germán Efromovich, que chegou a concorrer à privatização da portuguesa TAP. É também um Efromovich a liderar a companhia brasileira: José. Apesar de serem irmãos, José Efromovich esclarece que este não é um "negócio de família". Já o foi, em tempos. Agora é preciso manter a autonomia entre os projectos. Contudo, admite as vantagens que a marca Avianca representa para o mercado brasileiro.

 

A Avianca Brasil é a primeira companhia do país a voltar a integrar a Star Alliance, depois de a VARIG e a TAM terem feito parte do grupo no ano passado. Fá-lo numa altura em que os números não são os mais optimistas. "A Avianca Brasil, hoje, não dá lucros", admite o presidente. E o cenário é para manter a curto prazo: "não acredito que venhamos a ter lucros este ano".

 

José Efromovich tem justificações para os resultados de 2014. "Toda a gente pensava que as companhias aéreas iam fazer ziliões com a Copa do Mundo de Futebol. Adivinhem lá: funcionou ao contrário". As deslocações internas estancaram nas rotas para onde não havia jogos marcados. Depois vieram as eleições no país.

 

Por isso mesmo, os projectos de internacionalização estão em "standby", "à espera da economia". O que não significa que a transportadora esteja parada em outros domínios: entre 2010 e 2014 (desde que opera com a marca Avianca), cresceu 44% e ocupa já uma quota de 9% no mercado brasileiro. Voando para 24 aeroportos, a Avianca Brasil contará com uma frota totalmente fabricada pela Airbus já a partir de meados de Agosto, com mais de 40 aeronaves.

 

José Efromovich diz-se focado nos clientes e não nos rivais. Questionado sobre a possibilidade de a Avianca Brasil entrar em bolsa, não deixa promessas mas reconhece que esta é uma indústria que necessita de capital intensivo. "IPO [oferta pública inicial, que significa dispersão em bolsa]? Porque não? Mas no tempo certo", reagiu. Por agora a única certeza é a entrada nesta aliança dos ares.

*Jornalista em São Paulo a convite da Star Alliance

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