Aviação Comissão de vencimentos da ANAC nega ter recebido orientações

Comissão de vencimentos da ANAC nega ter recebido orientações

A entidade diz ter usado como referência na determinação dos salários da administração da ANAC (que teve aumentos de cerca de 150% em 2015), os vencimentos do governador do Banco de Portugal e do primeiro-ministro.
Comissão de vencimentos da ANAC nega ter recebido orientações
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 17 de março de 2016 às 10:56

A comissão de vencimentos da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) garantiu esta quinta-feira, 17 de Março, no Parlamento, que "em momento algum recebeu orientação de membros de governo ou da parte da ANAC".


Eduardo Cardadeiro e Luís Pires, que integram também a comissão de vencimentos da Autoridade Metropolitana e dos Transportes, estão a ser ouvidos esta quinta-feira na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, a pedido do CDS-PP e do PSD na sequência de notícias sobre aumentos salariais de 150% à administração da ANAC.


Aos deputados, Eduardo Cardadeiro e Luís Pires garantiram que não conheciam nenhum administrador da ANAC até à sua nomeação para a comissão de vencimentos e afirmaram desconhecer os motivos da sua escolha para aquele órgão como representantes dos ministérios da Economia e das Finanças, respectivamente.


Eduardo Cardadeiro explicou aos deputados que na determinação dos salários da administração da ANAC, que no ano passado resultou em aumentos de cerca de 150%, a comissão teve como referência do limite superior o vencimento do governador do Banco de Portugal e como referencial inferior o do primeiro-ministro.


No ano passado a decisão da comissão de vencimentos da ANAC resultou num aumento da remuneração mensal do presidente deste organismo, Luís Ribeiro, de 6.030 para 16.075 euros, o salário do vice-presidente Carlos Seruca Salgado passou de 5.499 euros para 14.468 euros e o da vogal Lígia Fonseca de 5.141 euros para 12.860 euros.




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