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Companhias estão a eliminar taxa de combustível. TAP diz que está atenta ao mercado

Com a queda do preço do petróleo, várias companhias aéreas asiáticas e australianas reduziram ou cortaram a taxa de combustível. Já a TAP sublinha que nenhuma companhia europeia procedeu ainda a mudanças e que o tiro de partida costuma ser dado pelas maiores empresas.

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Airlines to Cut Fuel Surcharges as Oil Prices Slump
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 19 de Janeiro de 2016 às 12:50
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A taxa de combustível na aviação está a sofrer cortes e a ser eliminada na Ásia e na Ocêania. Com a queda contínua do preço do petróleo, em mínimos de 12 anos, várias companhias aéreas destes dois continentes têm vindo a mexer nesta sobretaxa.

A maior companhia aérea nipónica, a All Nippon Airways (ANA), prepara-se para anunciar em Fevereiro reduções na taxa em voos internos. Nos voos internacionais, a taxa foi totalmente eliminada em Dezembro, disse um porta-voz da empresa à Bloomberg esta terça-feira, 19 de Janeiro.

Também a segunda maior operadora japonesa, Japan Airlines (JAL), eliminou em Dezembro a taxa para voos internacionais. Já nos voos internos, a empresa está actualmente a debater qual o rumo que as taxas vão seguir.

Mas as companhias aéreas nipónicas estão somente a seguir uma tendência que teve início há um ano na região da Ásia-Pacífico, quando a AirAsia da Malásia e as australianas Qantas e Virgin Australia reduziram as taxas cobradas. Mais recentemente, deixaram de cobrar em Setembro esta taxa nos voos internacionais.

Com as companhias aéreas na Ásia e na Oceânia a reduzirem e a eliminarem a taxa de combustível, pode a TAP seguir esta tendência?


Normalmente, as mexidas nas taxas de combustíves seguem uma lógica de mercado, explica a transportadora áerea portuguesa. Assim, as maiores companhias aéreas de determinada região começam por reduzir as taxas e esta tendência é depois seguida pelas companhias mais pequenas.

"Estamos muito atentos a estes movimentos. Mas normalmente não é de companhias da nossa dimensão que vêm esses movimentos", diz ao Negócios fonte oficial da TAP. "Isso traduz-se em alteração de regras de mercado, e são as maiores companhias que acabam por ditar as regras e as práticas".

Actualmente, a companhia portuguesa cobra 39 euros para todos os destinos europeus e 100 euros para os restantes destinos internacionais.

Até ao momento, nenhuma grande companhia aérea europeia anunciou alterações na cobrança de taxas de combustível, à semelhança do ocorrido na Ásia e Ocêania. "Estamos a acompanhar com o maior interesse aquilo que se está a passar, mas ainda não houve movimentos das maiores companhias do nosso mercado", reforçou.

A TAP sublinha que esta alteração não pode ser tomada de ânimo leve, pois tem implicações nas contas da empresa. "Apesar de influenciar o preço final, também influencia a saúde económica das companhias".


A taxa de combustível chegou à indústria de aviação em 2004, com o objectivo de gerar receitas extras para as companhias aéreas, pois o combustível é responsável por grande parte dos gastos neste sector. Esta taxa foi especialmente útil a partir de 2007 quando o barril de Brent ultrapassou os 100 dólares. 

Olhando para a TAP, o combustível também tem um grande peso: em 2014, 33% dos seus gastos destinaram-se à compra de "jet fuel", num total de 798 milhões de euros, mais 30% face a período homólogo.

Tal como ao longo do ano passado, o petróleo continua a cair em 2016: o barril de Brent bateu ontem nos 28,75 dólares, longe dos 52,99 dólares registados há um ano. Recuando a Abril de 2011, o barril negociava nos 125 dólares.
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