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David Neeleman: “A gestão é o mais importante” na TAP

Nas negociações entre Governo e Atlantic Gateway, a possibilidade dos novos accionistas perderem a maioria do capital e assegurarem a gestão da companhia aérea está em cima da mesa. Neeleman defende que a segunda é prioritária.

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Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 14 de Janeiro de 2016 às 14:51
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O novo accionista da TAP, David Neeleman, considera que a gestão é o activo mais importante na companhia aérea, onde detém 61% do capital.

"A gestão é o mais importante. Pode-se tomar decisões para fortalecer a empresa. É a coisa mais importante", respondeu aos jornalistas esta quinta-feira, 14 de Janeiro, quando questionado sobre a possibilidade do consórcio Atlantic Gateway, formado com Humberto Pedrosa, perder a maioria do capital e assegurar a gestão da companhia.


Isto porque o novo Governo, formado pelo Partido Socialista, quer reverter o processo de privatização concluído pelo anterior Executivo liderado por Passos Coelho. Nesse sentido, os novos accionistas voltaram a reunir-se com o ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, esta quarta-feira, 13 de Janeiro.


No final da reunião, Humberto Pedrosa considerou que há abertura nas negociações com o Governo. Posição que reforçou no final da apresentação dos novos planos da empresa para a Portugália esta quinta-feira. "Há conversações e disponibilidade de ambas as partes de poder discutir o assunto. Está tudo acima da mesa", afirmou.


"O Governo está preocupado com o interesse público e nós também", desdramatizou Neeleman. O empresário recordou que o investimento na companhia tem de continuar a ser feito. "O Governo já falou muitas vezes que está feliz com o que estamos fazendo. Gosta da estratégia, da gestão, dos nossos planos, do que vamos fazer para fortalecer a TAP", acrescentou.


Humberto Pedrosa gostaria que as negociações para a reversão da privatização da TAP estivessem concluídas até ao final de Janeiro, mas admite que o processo pode resvalar para o mês seguinte.


As recentes declarações de Neeleman e Pedrosa, de maior abertura a uma eventual alienação de capital, contrastam com a posição assumida no último mês de Dezembro. Na altura, os novos donos da TAP garantiam que não pretendiam deixar de ser maioritários na companhia aérea, cumprindo o contrato assinado a 12 de Novembro com o Estado.


Questionado sobre essa alteração de postura, Neeleman foi categórico: "não quero falar sobre isso". Todavia, numa entrevista à revista Visão publicada esta quinta-feira, 14 de Janeiro, o empresário garantiu que "jamais teria entrado num concurso para comprar 49% de uma empresa com todos os problemas que a TAP tem".

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