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David Neeleman à Visão: "Jamais teria entrado num concurso para comprar 49%" da TAP

O empresário, em entrevista à revista Visão, diz que acredita no futuro da TAP e sente "uma grande responsabilidade" pelas pessoas que trabalham na companhia. As negociações com o Governo continuam.

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Negócios jng@negocios.pt 14 de Janeiro de 2016 às 11:13
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"Jamais teria entrado num concurso para comprar 49% de uma empresa com todos os problemas que a TAP tem", afirma David Neeleman, numa entrevista à revista Visão, publicada esta quinta-feira, 14 de Janeiro.

David Neeleman, em conjunto com Humberto Pedrosa, integrou o agrupamento Gateway que em Junho de 2015 venceu a privatização e ficou com 61% do capital da TAP. O Governo de António Costa quer agora reverter a privatização e assumir o controlo maioritário da companhia aérea. Na quarta-feira, David Neeleman e Humberto Pedrosa estiveram reunidos com o Governo para tratar deste dossiê e à saída da mesma o empresário português afirmou que "está tudo em cima de mesa".

A revista Visão, citando fontes próximas do processo, diz que a solução para este braço-de-ferro deverá passar pelo Estado ficar com 51% da TAP e o consórcio Gateway com o controlo da gestão. Questionado pela revista sobre este cenário, David Neeleman contorna a pergunta: "o mais fácil era dizer devolvam-me o dinheiro e eu vou-me embora. Mas acredito na TAP. Sinto uma grande responsabilidade pelas pessoas que aqui trabalham".

O Negócios sabe que o Estado não está disposto a abdicar da maioria do capital da TAP nem de ter a palavra final na tomada de todas as decisões estratégicas relacionadas com o futuro da empresa. E é neste pressuposto que irá prosseguir as negociações com o consórcio Gateway.

As negociações entre a Gateway e o Governo deverão materializar-se numa nova reunião entre as partes que, segundo a Visão, terá lugar nas próximas semanas. "Se o projecto falhar, o Estado não perde nada. Nós, os privados, é que perdemos quase 400 milhões de euros que colocámos na TAP. O Estado ficou com o aval da dívida, mas se nós fracassarmos, fica com uma empresa melhor do que a que tinha", sublinha David Neeleman.

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