Aviação Dona pública de 50% da TAP puxa as orelhas à gestão da companhia

Dona pública de 50% da TAP puxa as orelhas à gestão da companhia

A Parpública, “holding” que gere as participações estatais, repreende a gestão da TAP pelos prejuízos de quase 120 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais do que os 118 milhões registados em todo o ano passado.
Dona pública de 50% da TAP puxa as orelhas à gestão da companhia
DR/TAP
Negócios 05 de outubro de 2019 às 12:58

Depois de, ainda recentemente, o presidente da Parpública, Miguel Cruz, ter confessado que acompanha "com grande preocupação" os resultados da sua participada TAP, eis que a "holding" que gere as participações estatais deixa um alerta para esta situação no seu relatório e contas, avisando que quer um maior controlo da comissão executiva da companhia, segundo dá conta o jornal Expresso.

 

Em reação aos prejuízos da TAP em 2018 (118 milhões de euros) e do primeiro semestre deste ano (119,7 milhões de euros), a Parpública, que detém 50% da companhia, refere que "a magnitude dos prejuízos impõe a necessidade de aprofundar os mecanismos de acompanhamento estratégico e de partilha de informação de gestão", situação que "será objeto de discussão, nomeadamente no quadro do funcionamento do conselho de administração".

 

O objetivo "é recolocar a companhia numa trajetória de resultados positivos, e dar continuidade a uma evolução operacional positiva, o que se afigura não só desejável como possível, graças aos investimentos entretanto efetuados", considera a "holding" estatal.

 

A Parpública assume que o prejuízo semestral da TAP "não pode deixar de ser destacado, até porque ocorre após um exercício económico onde se verificou um prejuízo de magnitude semelhante [2018], mas que foi então classificado como estando essencialmente associado a fatores de natureza não recorrente, e não pondo, assim, em causa a estratégia de consolidação económica e financeira do Grupo TAP acordada entre os acionistas".

 

No universo das participadas da Parpública, a TAP não é objeto de consolidação integral porque a "holding" do Estado não dispõe do controlo da gestão da companhia.

 




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