Aviação Estudo sobre a TAP é "literal declaração de guerra", dizem trabalhadores

Estudo sobre a TAP é "literal declaração de guerra", dizem trabalhadores

A comissão de trabalhadores da companhia aérea diz que já pediu reunião urgente ao Governo para exigir uma tomada de posição face ao estudo da Boston Counsulting Group que aponta medidas para tornar a TAP mais eficiente.
Estudo sobre a TAP é "literal declaração de guerra", dizem trabalhadores
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 23 de setembro de 2016 às 16:16

A Comissão de Trabalhadores (CT) da TAP solicitou uma reunião urgente ao Governo que "permita clarificar a posição face ao futuro da TAP" tendo em conta o estudo realizado pela consultora Boston Counsulting Group (BCG) para tornar a companhia aérea mais eficiente e ágil, revelou em comunicado.

No documento divulgado esta sexta-feira, a CT da companhia aérea afirma que já contactou o Governo para exigir que este tome uma posição que assegure a defesa da TAP e do interesse nacional.

O órgão representativo dos trabalhadores refere que o estudo 'Project RISE: Transformar a TAP numa mais eficiente e ágil companhia aérea de bandeira' "levantou naturais preocupações no conjunto dos trabalhadores do grupo TAP".

Isto porque "aponta para um vasto conjunto de medidas de reestruturação da TAP que implicariam a sua significa.tiva redução e descaracterização (redução de trabalhadores, redução da qualidade, alienação de sectores estratégicos como a Manutenção Portugal, alienação de património, etc)".

Para a CT, as conclusões da consulta - que aponta poupanças entre 150 a 200 milhões de euros até 2020 - significam também "uma literal declaração de guerra aos trabalhadores, tantos os despedimentos, redução de direitos e degradação das condições de trabalho ali previstas".

Num comunicado em que apela à união entre os trabalhadores da companhia, a CT refere que conselho de administração da TAP já emitiu uma circular reconhecendo a existência do estudo mas sublinhando que "nenhum caminho ou ideia está aprovado" e que inclusive algumas daquelas ideias não têm "aplicabilidade na realidade da TAP". Ainda assim diz temer que as ideias do estudo reflictam a perspectiva do accionista privado David Neeleman.

Frisa ainda que "de acordo com a lei, o estudo de que tomámos conhecimento através da Comunicação Social deveria ter sido enviado há um mês para a Comissão de Trabalhadores e deveria ter sido com esta discutido".




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