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Fernando Pinto atribui greve de pilotos na TAP a "política interna sindical"

A greve de 24 horas, a 9 de Agosto, tem várias causas, diz o presidente da TAP. Todos os pilotos têm o seu nível de reclamação. Mas a verdadeira razão para a paralisação, segundo Fernando Pinto, passa pelas eleições no sindicato, a ocorrer "brevemente".

Sofia A. Henriques/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 12:07
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A greve de pilotos da TAP, que o sindicato decidiu na semana passada marcar para 9 de Agosto, tem como causa profunda a actual situação no sindicato, de acordo com palavras do presidente da empresa, Fernando Pinto.

 

"Os pilotos não fazem essas queixas directamente. Têm uma representação, que são os sindicatos, que estão numa fase aguda de negociação, com eleições brevemente. É tudo um aspecto político", disse Fernando Pinto, em declarações transmitidas pelas televisões, à margem da cerimónia de assinatura de um protocolo para retomar os voos entre Lisboa e Bissau.

 

Fernando Pinto defende que a administração negociou com o sindicato 14 pontos que foram colocados em causa – "a greve é muito difusa, tem várias causas e razões". "Atendemos 12 [pontos] plenamente". "Imaginámos que isso ia ser julgado na assembleia e resolveria o problema. [Foi] quando descobrimos que não era essa, aparentemente, a razão. [Eram] muito mais razões de política interna sindical", concluiu.

 

"Não podemos deixar que o movimento sindical tenha influência sobre a imagem do grupo", disse Fernando Pinto que, há mais de um mês, tem de lidar com várias dificuldades na empresa que lidera, com cancelamentos, atrasos e problemas técnicos a impedir voos.

 

Os pilotos da TAP já se encontram em greve de zelo desde Abril, ou seja, não trabalham para lá do que está estabelecido nos contratos. Fernando Pinto considera que "todos os pilotos terão o seu nível de reclamação" mas acredita que a "grande maioria" dos 900 pilotos "trabalha muito e tem dedicação à empresa".

 

Mesmo assim, na sexta-feira, o Sindicato de Pilotos de Aviação Civil (SPAC) decidiu, em assembleia-geral realizada esta sexta-feira, 25 de Julho, avançar para uma greve de 24 horas no próximo dia 9 de Agosto. "Medidas restritivas que têm vindo a ser aplicadas, o congelamento dos salários e, ao mesmo tempo, o alavancar do crescimento da companhia não estão a beneficiar a empresa", foram as razões avançadas por Jaime Prieto para justificar esta decisão. O jornal Público escreve, citando dados cedidos pela TAP, que a paralisação, que irá ocorrer no segundo sábado de Agosto, poderá afectar 40 mil passageiros. A administração da TAP diz estar a preparar-se para a greve, de modo a "preservar a imagem".

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