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Fernando Pinto: Valor do encaixe não deve decidir a privatização da TAP

O gestor considera que a transportadora área portuguesa "é um peixe fora de água na Europa" e que uma empresa tão relevante para o país em termos de emprego e exportações "não pode ficar presa a regras do Estado".

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 30 de Março de 2015 às 11:04
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Fernando Pinto considera que "o valor que vai ser pago pela empresa não deve ser considerado o ponto principal de decisão", desvalorizando assim o encaixe pela cedência das acções nas mãos do Estado. Na deliberação sobre o vencedor da privatização, o factor mais importante deverá ser quem estiver disposto a investir, dada precisamente "a necessidade de investimento" que existe.

 

Em entrevista ao Diário Económico e à Antena 1, questionado sobre se a empresa vale hoje mais do que em 2012, o presidente da TAP respondeu que "o grande problema não é quanto vale, mas quanto paga por ela". Face à última tentativa de venda, avalia que actualmente "o mercado está melhor" e que "há, claramente, mais interessados" na companhia aérea portuguesa.

 

Sustentando que "nenhuma empresa na Europa tem a relevância para o país que tem a TAP" – uma das maiores empregadoras e uma das maiores exportadoras, pois 77% das suas vendas são feitas fora do país –, conclui que "uma empresa com essa importância não pode ficar presa a regras do Estado, principalmente a impossibilidade de investimento e de capitalização que o Estado tem, por uma questão europeia".

 

Fernando Pinto considera assim que a privatização é a única alternativa e que "a TAP é um peixe fora de água na Europa". Nas conversas informais que vai mantendo sobre o processo de privatização, a preocupação que mais frequentemente lhe é transmitida "é sempre em relação à dívida" no pós-privatização. É que, detalhou, "nenhuma empresa quer chegar aqui e, de um dia para o outro, ter de pagar mil milhões de euros", o valor total da dívida do grupo neste momento.

 

Numa entrevista em que o gestor, que entrou na TAP em 2000, refere que a sua missão fica completa "com a empresa privatizada e [com] uma boa transição", adiantou ainda que, por razões salariais, a TAP perdeu 20 pilotos, num total de mil, e ainda 50 técnicos, num total de 900, para outras companhias aéreas, especialmente da Ásia e do Médio Oriente, considerando-as "perdas importantes".

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