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Governo espera que sector aeronáutico atinja 2% do PIB em 10 anos

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, disse esta manhã em Paris que o sector aeronáutico já vale quase de 1% do produto interno bruto nacional, e mostrou-se confiante na possibilidade de duplicar este peso na próxima década.

Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 20 de Junho de 2017 às 15:45
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O sector da aviação e aeronáutica já representa, actualmente, "quase 1% do produto interno bruto" português, ou seja, quase 1.800 milhões de euros, e não lhe falta potencial de crescimento. Em declarações ao Negócios durante uma visita esta manhã às empresas portuguesas que estão no Paris Air Show, o salão aeronáutico internacional da capital francesa, o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, disse que "a ambição do Governo é que seja possível duplicar" o peso do sector "nos próximos 10 anos".

 

"Se hoje vale 1%, queremos que duplique nos próximos 10 anos", reforçou.

 

Na base da confiança do governante estão os investimentos actualmente em curso, "quer por empresas portuguesas, quer por empresas estrangeiras, como a Embraer ou a Mecachrome". "Tudo isso garante que isto pode acontecer", afiançou, em declarações ao Negócios após a assinatura de um protocolo de colaboração entre o cluster aeronáutico de Portugal e os de Ontário e Montreal, no Canadá, que decorreu no stand da empresa Active Space Technologies.

 

"A Lauak", que produz componentes e estruturas aeronáuticas, "está a fazer muito investimento em Portugal", assim como a Mecachrome, que "anunciou uma nova fábrica em Évora" para produzir componentes metálicos para o sector. Acresce que a OGMA, em Alverca, "está todos os anos a crescer", assinalou João Vasconcelos. A produção do KC-390 será, nesse sentido, "mais uma oportunidade para o crescimento do sector", uma vez que "excluindo os motores, praticamente dois terços do avião são feitos em Portugal".

 

O secretário de Estado da Indústria diz ainda que a "base do crescimento" do sector aeronáutico reside também na "prioridade" que está a ser dada pelos "centros de conhecimento nacionais", incluindo as universidades. E diz que este "é um tipo de indústria que queremos atrair para Portugal, porque é baseada no conhecimento".

 

João Vasconcelos esteve ainda presente na assinatura de um outro protocolo com o cluster aeronáutico de Hamburgo, na Alemanha, durante o certame que se realiza no aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris.

* - Jornalista em Paris a convite da OGMA

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