Aviação Governo disponível para negociar com trabalhadores da TAP se desconvocarem a greve (act.)

Governo disponível para negociar com trabalhadores da TAP se desconvocarem a greve (act.)

O Governo avançou para a requisição civil para interromper os quatro dias de greve agendados pelos trabalhadores da TAP, mas diz estar disponível para negociar se os trabalhadores desconvocarem a greve.
Governo disponível para negociar com trabalhadores da TAP se desconvocarem a greve (act.)
Bruno Simão/Negócios
Ana Torres Pereira 18 de dezembro de 2014 às 13:54

O ministro da Economia, António Pires de Lima, admitiu voltar à negociação com os trabalhadores da TAP, caso estes aceitem desconvocar os quatro dias de greve.

 

As palavras de Pires de Lima foram proferidas na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, onde o Executivo decidiu avançar com a requisição civil para travar os quatro dias de greve, agendados para o final do ano. António Pires de Lima, ministro da Economia, sublinhou que está confiante na "bondade desta medida" e que "esta requisição será respeitada", mas também vai dizendo que o Executivo tomará todas as medidas necessárias para evitar esta greve.

 

António Pires de Lima defendeu que o Governo sempre teve abertura para negociar com os sindicatos, no entanto a exigência feita pelos mesmos, ou seja, a suspensão da privatização é algo ""totalmente inaceitável".

 

"Este governo mantém o espírito de abertura em relação aos sindicatos", disse o ministro da Economia, acrescentando, "se os sindicatos modificarem a sua posição e se desconvocarem a greve, mantemos a disponibilidade para os receber, criar um grupo de trabalho".

 

No final do conselho de ministros, Piers de Lima manifestou o desejo de que "os sindicatos possam reconsiderar", no entanto disse esperar que a "requisição seja exemplarmente cumprida".

 

Quanto às acusações da CGTP e UGT relativas à ilegalidade da requisição civil, o ministro da Economia disse que esta estava a ser realizada "ao abrigo 637º de 20 de Novembro de 1974", recordando que o Governo tem o percedente da requisição realizada  a 9 de Agosto de 1997. "Perante uma situação menos excepcional que era um período de Verão e não Natal, foi decretada a requisição civil e foi considerada valida pelo Supremo Tribunal Administrativo".

 

"Estamos muito confiantes com a bondade desta medida", disse Pires de Lima, concluíndo: "estamos preparados para fazer prevalecer o interesse público, o interesse dos portugueses".

 

 

 

(Notícia actualizada às 15.09 com mais informação)




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