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Governo espera que os sindicatos “possam rever a posição” no sentido de cancelar a greve

O secretário de Estado dos Transportes fez uma declaração no Ministério da Economia, depois de saber que os sindicatos estão irredutíveis em desconvocar a greve. Sérgio Monteiro sublinhou "é preciso ter a TAP a voar".

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 12:34
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Sérgio Monteiro não avançou quais são as medidas previstas pelo Governo, caso os sindicatos se mantenham irredutíveis, apelou apenas a que a plataforma que representa os trabalhadores reconsidere a sua posição.

 

A greve "é um processo altamente lesivo e fazemos votos que os próprios sindicatos possam rever essa posição", disse Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, numa declaração no Ministério da Economia sem direito a perguntas dos jornalistas.

 

Na sua declaração, o governante sublinhou que a plataforma de sindicatos "violou" o acordo assinado há 72 horas e colocou a única condição que não é negociável: o fim da privatização.

 

O governante recordou que na reunião, da passada sexta-feira, "foi acordado pelos sindicatos que compõem a plataforma que a privatização não estava em causa e o que estava em causa era a defesa de interesses específicos, legítimos que os trabalhadores queriam que fossem acomodados na negociação dos cadernos de encargos".

 

No entanto, quando teve acesso ao memorando entregue pelos sindicatos, nesta segunda-feira, o Governo considera que este documento "deixa bem claro que os sindicatos não estão interessados em suspender o pré-aviso de greve que afectará muitas famílias neste período natalício".

 

Sérgio Monteiro, em momento algum, fala da possibilidade do Governo avançar para requisição civil, no entanto foi dizendo que esta greve poderá condicionar muitas famílias que pretendem estar com os seus no período do Natal.

 

O responsável recorda que havia a ideia que seria possível "um processo de diálogo construtivo e que queríamos manter", mas o memorando "revê o acordo que havia sido feito e coloca como condição prévia a suspensão da privatização".

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