Aviação Greve da TAP já gerou cancelamentos de reservas em hotéis

Greve da TAP já gerou cancelamentos de reservas em hotéis

Os hotéis de Lisboa e Porto já estão a sentir o efeito. O impacto na ocupação hoteleira vai do período de paralisação, à semelhança do que se verifica nas reservas de viagens. AHP fala numa “banalização” do recurso à greve.
Greve da TAP já gerou cancelamentos de reservas em hotéis
Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo 16 de abril de 2015 às 19:08

O simples anúncio da paralisação dos pilotos da TAP entre 1 e 10 de Maio já está ter consequências no turismo nacional. Foram vários os hotéis de Lisboa e Porto a registar o "cancelamento de reservas, em directa consequência do anúncio da greve".

 

Quem o garante é a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que esperava uma ocupação hoteleira superior a 75% neste período. Os receios por parte de alguns clientes estão a levar os clientes a alterar as reservas.

 

"Esta greve - agendada para um período muito longo- tem impactos na hotelaria que começam bem antes (a partir de 25/27 de Abril) e que se prolongam até bem depois (15 de Maio) com cancelamentos de pré-reservas e desvios para outros destinos concorrentes. Os clientes temem que quanto mais tarde cancelarem, menores sejam as possibilidades de reembolso", posiciona o presidente da AHP, Luís Veiga.

 

A organização lamenta a decisão do sindicato dos pilotos e defende que hoje se assiste a "uma banalização do recurso à greve, que deveria ser encarada como o último instrumento de protesto e reivindicação". Esta quinta-feira, 16 de Abril, também os pilotos da Portugália decidiram juntar-se aos 10 dias de greve na TAP.

 

A AHP junta-se assim a uma corrente de críticas que foram chegando do sector turístico ao longo desta quinta-feira. Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal acredita que a TAP "não vai aguentar" 10 dias de paralisação devido à fragilidade das suas contas. "Não interessa muito ganhar o que quer que seja, ou ter razão, se amanhã não tiverem companhia aérea", afirmou à Lusa.

 

Por parte da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), a reacção é semelhante. O presidente Pedro Costa Ferreira diz estar "quebrada a confiança do mercado na TAP" com uma greve tão longa e adverte para um "esvaziamento de reservas" na companhia no período de greve e nos meses seguintes.

 

A greve de 10 dias poderá ter um impacto superior a 70 milhões de euros só nas contas da TAP.




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