Aviação Ministro diz que Porto irá ganhar com outros voos mas não interfere nas rotas

Ministro diz que Porto irá ganhar com outros voos mas não interfere nas rotas

O ministro do Planeamento afirmou que o Estado não se imiscuirá nas decisões da TAP quanto às rotas com partida do Porto, mas defenderá a posição estratégica do aeroporto Sá Carneiro, onde outros voos representarão "grande ganho".
Ministro diz que Porto irá ganhar com outros voos mas não interfere nas rotas
Pedro Elias
Lusa 16 de fevereiro de 2016 às 19:58

Foi essa a posição manifestada por Pedro Marques no encerramento da assembleia-geral do Eixo Atlântico que decorreu esta terça-feira no Europarque, em Santa Maria da Feira, e na qual os representantes dos municípios do Noroeste Peninsular assinaram por unanimidade uma "moção de repúdio" à anunciada supressão das rotas da TAP entre o Porto e as cidades de Barcelona, Milão, Roma e Bruxelas.

 

"Percebo a defesa dos interesses da região por parte dos autarcas. Respeito isso plenamente e o Estado também estará sempre à procura de defender os interesses da região e do país, quer no aeroporto, quer com os investimentos ferroviários", declarou.

 

O governante realçou, contudo, que "as decisões relativas a rotas e frequências de voos permanecerão nas competências da comissão executiva" da empresa e que, "do ponto de vista estratégico, a TAP vai ter mais voos a partir do Porto - e esse é um grande ganho".

 

Para Pedro Marques, isso resulta, aliás, das alterações que o actual Governo efectuou no processo de privatização da transportadora aérea nacional. "[Essa alteração] garante-nos que, a partir de agora, as decisões estratégicas para o futuro da empresa terão sempre uma palavra do Estado, coisa que não aconteceria se a empresa estivesse privatizada a 100%, provavelmente daqui a dois anos", explicou.

 

A prioridade do ministro do Planeamento e Infra-estruturas é agora que a TAP possa "valorizar e permanecer naquelas que são as ligações fundamentais à Lusofonia, à diáspora, a África, à América do Sul e do Norte".

 

Isso significa também "preservar a marca TAP, o emprego da TAP em Portugal e a capacidade da TAP influenciar positivamente o Turismo" no país.

 

Pedro Marques insiste, contudo, que "as opções concretas sobre cada voo e sobre cada frequência serão da gestão executiva" da transportadora. Em suma: "O objectivo da empresa é manter a eficiência económica; o objectivo estratégico da parte do Estado é garantir uma operação relevante a partir do Porto".

 

Sobre a possibilidade - já perspectivada pela operadora Ryanair, por exemplo - de novas companhias aéreas passarem a operar nas rotas que a TAP se propõe suprimir, o ministro admite que essas empresas terão outras condições financeiras para avançar com a iniciativa.

 

"Parte das razões para esta alteração de rotas por parte da TAP tem a ver com a concorrência, os preços que essa consegue praticar e a estrutura de custos que tem cada companhia aérea. Uma companhia de bandeira tem estruturas de custos e condições de viabilidade que são de certeza diferentes das low-cost", conclui.




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