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Morais Sarmento sobre a TAP: “No lugar de Neeleman, punha-me a andar daqui”

“A gente nem sabe se aquilo é público ou privado”. À Renascença, o antigo ministro da Presidência aponta o dedo à alteração da venda da TAP levada a cabo pelo Governo de António Costa.

Vítor Mota/Correio da Manhã
Negócios jng@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2016 às 11:49
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"Se eu estivesse no lugar de David Neeleman faria duas coisas: Não entrava em guerra com o Governo e, provavelmente, à primeira oportunidade punha-me a andar daqui".

Foi deste modo que o social-democrata Nuno Morais Sarmento reagiu esta segunda-feira, 8 de Fevereiro, à reconfiguração do acordo de venda da TAP ao consórcio Atlantic Gateway, formando por Humberto Pedrosa e David Neeeleman.


À Renascença
, Morais Sarmento critica a decisão do Governo de António Costa em modificar o acordo alcançado em Junho de 2015. No passado fim-de-semana, as partes anunciaram que o Estado passaria a deter 50% da empresa. Pedrosa e Neeleman aceitaram baixar a sua posição de 61 para 45%, mantendo o controlo na gestão operacional da empresa.


"Se calhar também pensava duas vezes se fosse David Neeleman e se calhar até teria que encontrar uma solução que fosse acordada com o Governo, mas não era por minha escolha, é porque tenho a noção das coisas e sei que eu entrar em guerra com um país que é tão esquizofrénico e alucinado quanto querer soluções destas", rematou.


Nuno Morais Sarmento mostrou ainda dúvidas quanto a quem controla efectivamente a empresa. "Algum de nós faz uma empresa em que ninguém decidisse? Em que um decide o dia-a-dia da gestão, mas o outro tem as opções estratégicas? Mas estamos a brincar aos cinco cantinhos? Ninguém é dono, a gente nem sabe se aquilo é público ou privado", lamentou no programa "Falar Claro" da Renascença.


A mudança na venda está a gerar contestação, sobretudo da região Norte. O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, já veio exigir ao Governo – agora que detém metade da empresa – a obrigar a TAP a voltar atrás na decisão de cancelar voos entre a cidade Invicta e quatro cidades europeias. O Executivo já informou que não vai interferir na definição das rotas da TAP.

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