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Passos Coelho diz não ter indicação de plano de despedimentos na TAP

O primeiro-ministro remeteu a discriminação das medidas do plano de recuperação da TAP para a administração da empresa, mas disse não ter indicação de que estejam a ser preparados despedimentos.

Bruno Simão
Lusa 13 de Maio de 2015 às 21:23
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"Não temos nenhuma indicação de que nos planos da administração da empresa estejam despedimentos. Não tenho nenhuma indicação nesse sentido, mas aguardaremos evidentemente aquilo que o conselho de administração vier a apresentar", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de uma cerimónia na Direcção-Geral das Autarquias Locais, em Lisboa, reiterando: "Mas não tenho nenhuma indicação nesse sentido".

 

O primeiro-ministro referiu que "o Governo solicitou à administração da empresa a apresentação de um plano de recuperação" na sequência da greve dos pilotos", e acrescentou que "será agora o conselho de administração a especificar o que é que julga mais importante para corrigir ou, pelo menos, atenuar os efeitos negativos desta greve e as perdas que foram registadas".

 

Passos defende privatização da TAP independentemente dos valores

 

O primeiro-ministro defendeu que a privatização da TAP é importante para a companhia e para Portugal, independentemente dos valores, afirmando que a motivação do Governo é salvar a empresa e não fazer um encaixe financeiro.

 

Questionado se o Governo admite desistir desta venda caso as propostas sejam demasiado baixas, Pedro Passos Coelho começou por afirmar: "A TAP precisa de ser capitalizada: este é o aspecto de fundo que convém não ignorar. A empresa tem de ser capitalizada, e o Estado não o pode fazer".

 

Passos Coelho sustentou que "o sucesso da privatização é importante para a companhia e para o país" e recusou que esteja em causa "uma teimosia" do executivo PSD/CDS-PP. Interrogado se defende essa posição independentemente dos valores, respondeu: "Independentemente dos valores, no sentido em que, se nós não tivermos uma solução de privatização, a companhia, tal como está, não pode continuar. Não continuará".

 

O primeiro-ministro referiu que outras privatizações, como as da EDP e da REN, tinham como motivação conseguir encaixes financeiros. "Não é essa, nesta altura, a motivação relativamente à TAP. A motivação em relação à TAP é salvar a empresa,

Se não tivermos uma solução de privatização, a companhia, tal como está, não pode continuar. Não continuará.
 
Pedro Passos Coelho

não é o Estado fazer um encaixe financeiro. Não estou com isto a dizer que o Estado pagará para que alguém fique com a empresa, não é isso que eu estou a dizer. Mas não é essa a motivação da operação de privatização", acrescentou.

 

Passos Coelho voltou a argumentar que "o único enquadramento em que o Estado pode meter mais dinheiro na empresa é fazendo uma reestruturação ampla da empresa, que depende da aprovação da Comissão Europeia".

 

Essa opção, alegou, "seguramente implicará, como implicou noutros países que seguiram esse caminho, um despedimento muito elevado, uma diminuição das rotas que hoje existem na companhia, uma diminuição do número de equipamentos utilizados e por aí fora".

 

"Não creio que isso nos interesse. Não interessa à companhia, não interessa a Portugal, nem à economia portuguesa, nem aos portugueses. Portanto, o sucesso da privatização é importante para a companhia e para o país. Não é digamos uma teimosia nossa, não é porque nós simplesmente tivéssemos decidido que queríamos concluir este processo porque o iniciámos", concluiu.

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