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Pedro Marques: "Encaramos com normalidade partilha de gestão da TAP com privados"

A perenidade do hub de Lisboa e os voos da TAP para a lusofonia são razões essenciais para que o Estado seja maioritário no capital da TAP e "continue a ter uma palavra a dizer", disse o ministro.

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Maria João Babo mbabo@negocios.pt 20 de Janeiro de 2016 às 10:06
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O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, sublinhou esta quarta-feira no Parlamento que o Governo admite partilhar a gestão da TAP com a Atlantic Gateway, com que tem estado a negociar a recuperação da maioria do capital da companhia aérea para o Estado.

 

"Encaramos com normalidade a partilha da gestão com o consórcio privado", afirmou o ministro na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, onde salientou ainda que "o Estado considera importante a participação de um parceiro privado minoritário na empresa, que precisava de ser capitalizada".

 

Na sua intervenção inicial, Pedro Marques realçou a perenidade do hub de Lisboa e os voos da TAP para a lusofonia como sendo razões essenciais para que o Estado seja maioritário no capital da TAP e "continue a ter uma palavra a dizer".

 

O ministro diz que para o Governo, em termos jurídicos, o processo de privatização está em curso, nos "termos do clausulado nele previsto", colocando em dúvida a legitimidade do Governo anterior para ter assinado o acordo a 12 de Novembro.

 

Pedro Marques criticou o modelo previsto pelo Governo de Passos Coelho, que além de vender 61% da TAP à Atlantic Gateway  admitia que os privados viessem a ficar com 95% da empresa, ou mesmo 100% se os trabalhadores não adquirissem as acções que lhes estão reservadas. Sobre o processo negocial, o ministro não avançou detalhes por estar em curso.

Gestão da TAP está a ser negociada com privados

 

Pedro Marques salientou no Parlamento que, no âmbito da negociação em curso com a Atlantic Gateway, o Governo "está a tentar minorar riscos decorrentes da pressa que houve em fechar o processo". 

 

O ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, que se escusou a avançar pormenores da negociação entre o Estado e a Atlantic Gateway na TAP, que  "o papel do Estado será o de accionista maioritário e a gestão terá de ser negociada".

Sem adiantar pormenores, disse apenas sobre essa matéria que "no quadro do processo negocial lá chegaremos".


Questionado sobre auxílios do Estado à companhia aérea,  Pedro Marques  afirmou no Parlamento que "estamos a tentar minorar riscos, na negociação em curso, decorrentes da pressa que houve em fechar o processo" de privatização.


No âmbito da negociação, disse, "estamos a corrigir muita coisa que a negociação apressada nos deixou".

O ministro afirmou por várias vezes a intenção do Estado, com as negociações para recuperar a maioria do capital, é "ter uma palavra a dizer nas questões estratégicas da empresa".

(notícia actualizada às 15:00 com mais informação)

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