Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Pedro Marques: "Estado terá palavra decisiva na TAP daqui a dois, dez ou 30 anos"

O ministro do planeamento e das infraestruturas sublinhou no Parlamento que "nenhuma decisão relevante para a TAP será tomada sem acordo do Estado", deixando por responder questões lançadas pela oposição.

Miguel Baltazar
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2016 às 15:44
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

O ministro do planeamento e das infraestruturas, Pedro Marques, sublinhou, esta quinta-feira, 11 de Fevereiro, no debate de urgência no Parlamento sobre a TAP, que o Governo conseguiu, com o acordo a que chegou com a Atlantic Gateway, que o Estado seja o maior accionista, com uma representação paritária no conselho de administração e em que nenhuma decisão será tomada sem o acordo das partes.

 

Ou seja, assinalou, o Estado terá "uma palavra decisiva" nas decisões fundamentais "que se tomarão hoje, amanhã, agora, daqui a dois, dez ou trinta anos".

 

"Recuperámos o que sempre pretendemos: nenhuma decisão relevante para o futuro da empresa será tomada sem o acordo do Estado", afirmou o ministro na sua intervenção, na qual deixou por responder as questões colocadas pelo PSD.

 

O social-democrata Luís Montenegro, na sua intervenção, tinha lançado um conjunto de perguntas, entre as quais "quanto custa aos contribuintes esta birra de António Costa" ou "este acordo foi conseguido a troco de quê" ou, ainda, "quem vai mandar na TAP e quem vão ser os administradores do Estado".


Pedro Marques preferiu sublinhar que o processo de venda de 61% da TAP correu com o Governo já demitido e que o actual Executivo "entendeu sempre que o processo não se encontrava encerrado" e que, sobretudo, "comportava fortes riscos para o interesse público".

 

O ministro garantiu que com o acordo o Estado continuará a ter um papel decisivo na definição do plano estratégico da companhia, a qual continuará a ter uma gestão executiva privada, guiando-se por critérios de racionalidade económica.


"O acordo alcançado permitiu preservar a presença de um accionista privado de referência, com capacidade de capitalização, fundamental para a sobrevivência da TAP", afirmou.

 

Ver comentários
Saber mais TAP Pedro Marques Atlantic Gateway Estado Parlamento
Mais lidas
Outras Notícias