Aviação Pilotos da Iberia aceitam cortar o salário em mais de metade para salvar a companhia

Pilotos da Iberia aceitam cortar o salário em mais de metade para salvar a companhia

Os pilotos da Iberia aceitaram cortar o seu salário em 51%, com vista a salvar a companhia aérea espanhola.
Pilotos da Iberia aceitam cortar o salário em mais de metade para salvar a companhia
Ana Torres Pereira 17 de dezembro de 2012 às 10:46

O advogado do Sindicato Espanhol de Pilotos de Linhas Aéreas, Sepla, Ignacio Gordillo, avançou que os trabalhadores da Iberia estão dispostos a cortar a sua remuneração em 51%, para “salvar a companhia”, noticiou o “Cinco Dias”.

 

O mesmo responsável referiu que se a fusão entre a Iberia e a British Airways continuar, a Iberia “irá desaparecer dentro de 3 anos” e que a operação “prejudicou os interesses da Iberia”.

 

Os principais sindicatos da Iberia, excluindo o de pilotos Sepla, vão realizar seis jornadas de greve para dias antes do Natal, em protesto contra o plano de reestruturação na empresa, que prevê o corte de 4.500 empregos.

 

A greve decorrerá nos dias 14,17, 18, 18, 20 e 21 de Dezembro e é a resposta dos sindicatos ao plano da Ibéria que no passado dia 9 de Novembro anunciou o corte de quase um quarto da sua força laboral de 20 mil funcionários, no âmbito de umplanode reestruturação da empresa.

 

O plano de reestruturação abrange mudanças estruturais permanentes em todas as áreas de negócio, com o objectivo de a companhia voltar a registar ganhos, segundo informou o International Airlines Group (IAG) - grupo resultante da fusão da Iberia com a British Airways.

 

A empresa vai reduzir a sua capacidade em 15%, concentrando-se nas rotas mais rentáveis, cortado ou reduzindo as rotas não rentáveis.

 

O objectivo, segundo a empresa, é melhorar os resultados em, pelo menos, 600 milhões de euros até 2015, conseguindo regressar aos lucros nesse período, pelo que haverá mudanças estruturais permanentes em todas as áreas de negócio da empresa.

 

Até ao final de Setembro a IAG registou prejuízos de 39 milhões de euros, face a ganhos de 338 milhões de euros no período homólogo de 2011, um resultado afectado particularmente pelas perdas recorde de 262 milhões de euros registadas neste período pela Iberia.




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