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Pilotos: "Mais do que a viabilidade da TAP é o nosso regime de trabalho que está em causa"

O SPAC diz que os pilotos que não aderiram à greve "prejudicam gravemente" a classe. Se esse grupo aumentar "é o nosso futuro que está em causa", avisa o sindicato.

Bruno Simão
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 05 de Maio de 2015 às 12:22
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O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) considera que "hoje, mais do que a viabilidade da empresa [TAP]", é o "regime de prestação de trabalho [dos pilotos] que está em causa". O SPAC tem em curso uma greve de 10 dias na TAP e na Portugália que começou a 1 de Maio.

 

Num comunicado datado de 3 de Maio, a que o Negócios teve acesso, onde faz o balanço da greve, o sindicato diz que existe uma "crescente viabilização de voos através de voos de instrução ou com tripulações compostas apenas por comandantes e membros da estrutura da empresa".

 

Esta circunstância, argumenta o SPAC, "revela ao futuro empregador que é afinal possível realizar parcialmente a operação com um número de pilotos reduzido, tornando o AE [Acordo de Empresa] dispensável e prejudicando gravemente todos nós, incluindo aqueles que agora a ele renunciam".

 

O SPAC critica os pilotos que não aderiram à greve e teme o impacto desta atitude no futuro dos pilotos. "Se amanhã permitirmos que esse grupo aumente é o nosso futuro que está em causa. Se nada fizermos seremos todos esmagados, sem excepção".

 

Esta greve de 10 dias convocada pelo SPAC tem duas reivindicações centrais, o reembolso da diuturnidades cortadas aos pilotos desde 2011 e a exigência de terem 20% do capital da TAP numa futura privatização, uma promessa feita pelo Governo em 1999.

 

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