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Pires de Lima: Decisão sobre privatização da TAP prevista para primeira quinzena de Junho

O ministro da Economia, António Pires de Lima, espera levar uma decisão sobre a privatização da TAP a Conselho de Ministros na primeira quinzena de Junho. Paulo Portas defende que é necessário "ser sóbrio" nas declarações.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 22 de Maio de 2015 às 15:04
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"Espero que este processo possa levar a uma decisão em Conselho de Ministros durante a primeira quinzena de Junho", disse António Pires de Lima, à margem do encerramento da WEDO Technologies Worldwide User Group Conference'15, que hoje decorreu em Lisboa.

 

Pires de Lima não poupou críticas ao líder do PS, António Costa: "Tenho muita pena que por mero oportunismo politico e com enorme ausência de Sentido de Estado nem todos os políticos com responsabilidade governativa do passado tenham estado à altura das circunstâncias", no âmbito da privatização da TAP.

 

O governante referia-se às declarações de António Costa, esta semana, quando assumiu o compromisso de não privatizar setores estratégicos e afirmou ser preciso um "Estado forte que saiba preservar os setores estratégicos, como são as infraestruturas fundamentais - caso da TAP -, ou o fornecimento de bens de primeira necessidade".

 

O ministro da Economia reiterou hoje que "é muito importante que a TAP seja privatizada", justificando que o cenário alternativo "é de grande perda" para a companhia, em termos de rotas e de capacidade de competir.

 

"É muito importante que seja privatizada e bem privatizada com respeito pelo caderno de encargos que o Governo apresentou e estamos a trabalhar para que o resultado no final seja positivo. Quem conhece o 'dossier' TAP, quem conhece as circunstâncias em que está a TAP, a tensão financeira que vive a companhia, sabe que é importante privatizar a TAP, eu diria mesmo que é quase essencial", reforçou.

 

O Governo decidiu em Conselho de Ministros na quinta-feira passar à fase de negociação com dois dos três candidatos à compra de 66% do grupo TAP, Gérman Efromovich e David Neeleman, afastando o consórcio de Miguel Pais do Amaral, por incumprimento dos "requisitos mínimos legalmente exigidos pelo caderno de encargos".

 

Portas defende que é necessário "ser sóbrio" nas declarações

 

O vice-primeiro-ministro considerou hoje que é necessário "ser sóbrio" nas declarações sobre o processo de privatização da TAP e permitir que "o Governo faça a melhor negociação do ponto de vista do interesse público".

 

"Neste momento, Portugal está a fazer uma negociação com duas companhias que têm de fazer boas propostas para que o interesse público do Estado português possa ficar cómodo e confortável", disse Paulo Portas no final de uma visita às instalações da Sogrape, em Vila Nova de Gaia.

 

O vice-primeiro-ministro lembrou que "neste momento há uma fase formal de negociações" e que "isso não se compadece com declarações. Que vença o melhor, mas para vencer o melhor é preciso que a negociação seja bem feita e isso não se compadece com controvérsias".

 

"Entrámos numa fase de negociação do Estado que representa o interesse público com duas companhias que passaram a essa fase de negociação", acrescentou, escusando-se a responder a perguntas dos jornalistas sobre o processo de privatização em si.

 

O Governo decidiu em Conselho de Ministros na quinta-feira passar à fase de negociação com dois dos três candidatos à compra de 66% do grupo TAP, Gérman Efromovich e David Neeleman, afastando o consórcio de Miguel Pais do Amaral, por incumprimento dos "requisitos mínimos legalmente exigidos pelo caderno de encargos".

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