Aviação Funcionário da Mota Engil estava no avião da Egyptair que caiu

Funcionário da Mota Engil estava no avião da Egyptair que caiu

Governo diz que português trabalhava em Joanesburgo. O Presidente francês já confirmou que o voo MS804 da companhia aérea Egyptair, que ligava Paris e Cairo com 66 pessoas a bordo, se despenhou no mar Mediterrâneo.
Funcionário da Mota Engil estava no avião da Egyptair que caiu
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 19 de maio de 2016 às 07:24

Um português de 62 anos, funcionário da construtora Mota Engil e a trabalhar em Joanesburgo, África do Sul, está entre os 66 passageiros do voo MS804 da companhia aérea egípcia Egyptair que esta quinta-feira desapareceu dos radares no mar Mediterrâneo durante a viagem entre Paris e o Cairo.

"Confirmamos que estava um português a bordo deste avião que caiu, com 62 anos, inscrito no consulado de Joanesburgo, mas com residência em Lisboa, tinha quatro filhos e era o responsável da Mota-Engil para os mercados africanos", adiantou o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, à Lusa.

O jornal Expresso refere que se trata de João David e Silva, engenheiro civil que trabalhava para a empresa em vários países africanos há já vários anos.

O prospecto de admissão da Mota-Engil África à negociação em bolsa em Amesterdão refere João David e Silva como trabalhando na empresa desde 1984 e em África desde 2009, mencionando ainda a sua passagem como director-geral da empresa no Peru e em Moçambique. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto.

França confirma queda do aparelho

O Presidente francês, François Hollande, confirmou entretanto que o avião se despenhou e disse não excluir qualquer hipótese para a causa da queda. "Infelizmente, a informação que temos... confirma que o avião se despenhou", disse Hollande, citado pela Reuters. As autoridades francesas abriram entretanto um inquérito para apurar a origem do desastre.

O avião deverá ter-se despenhado ao largo da ilha grega de Karpathos, segundo a agência noticiosa AFP. A Egyptair refere ter avisado as autoridades, que mobilizaram equipas de resgate para a zona. Decorrem operações de busca no Mediterrâneo, envolvendo as Forças Armadas egípcias (que enviou um navio da Marinha para o local) e meios da Grécia. 

O voo MS804 saiu da capital francesa às 23:09 de quarta-feira, hora local (menos uma hora em Lisboa) e levava 66 pessoas a bordo, 56 passageiros e sete tripulantes, além de três elementos da segurança da transportadora. O desaparecimento do aparelho dos radares foi confirmado pela própria companhia na sua conta oficial no Twitter, cerca das 3:30, hora de Lisboa. 

 

Segundo a informação, os radares deixaram de detectar o avião às 2:45, hora do Cairo (1:45 em Lisboa), quando voava sobre o mar Mediterrâneo a uma altura de 37 mil pés (11,3 quilómetros) e tinha acabado de entrar no espaço aéreo egípcio.


O ministro da Defesa grego diz que os dados de que dispõe dão conta de "desvios súbitos" na rota do avião antes de "mergulhar" e desaparecer dos radares. Nega ainda que tenham sido avistados vestígios do aparelho, refere a Reuters.

A fonte da avião civil da Grécia disse que a última comunicação com o piloto do voo da EgyptAir ocorreu três minutos antes de o aparelho se ter despenhado, acrescentando que não foi recebida qualquer mensagem de alerta.

Além do português, entre os passageiros a bordo havia ainda 30 egípcios, 15 franceses, 2 iraquianos e passageiros do Sudão, Chade, Argélia, Canadá, Reino Unido, Bélgica, Kuwait e Arábia Saudita, referiu a Egyptair.

O piloto tinha 6.275 horas de experiência e o piloto 2766 horas. O aparelho, um Airbus A320, foi fabricado em 2003.

 

A Egyptair colocou uma linha telefónica directa ao dispor dos familiares dos passageiros.

O voo MS804 saiu da capital francesa às 23:09 de quarta-feira, hora local (menos uma hora em Lisboa). Os radares deixaram de detectar o avião às 2:45, hora do Cairo (1:45 em Lisboa), quando voava sobre o mar Mediterrâneo.
O voo MS804 saiu da capital francesa às 23:09 de quarta-feira, hora local (menos uma hora em Lisboa). Os radares deixaram de detectar o avião às 2:45, hora do Cairo (1:45 em Lisboa), quando voava sobre o mar Mediterrâneo.
Reuters


França não exclui "nenhuma hipótese"

A França não exclui "nenhuma hipótese" neste caso e vai "cooperar estreitamente" com o Egipto para clarificar as circunstâncias do ocorrido, informou hoje o Governo francês.

"Decidimos cooperar estreitamente para estabelecer o quanto antes as circunstâncias deste desaparecimento", indica um comunicado do Palácio do Eliseu, citado pela Lusa e enviado após uma conversa entre o Presidente François Hollande e o seu homólogo egípcio, Abdel Fatah al Sissi.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, acrescentou pouco depois que "não se pode descartar nenhuma hipótese" sobre as causas do desaparecimento.

Na sequência deste desaparecimento, o Presidente francês, François Hollande, vai reunir hoje os seus principais ministros de emergência.

Segundo informações prestadas à AFP pelo gabinete de Hollande, vão participar nesta "reunião de crise" o primeiro-ministro, Manuel Valls, os ministros do Interior e da Defesa, Bernard Cazeneuve e Jean-Yves Le Drian, e o chefe da diplomacia francesa, Jean-Marc Ayrault.

O primeiro-ministro egípcio está a acompanhar as informações sobre o desaparecimento do avião da EgyptAir no gabinete de crise que foi instalado no aeroporto do Cairo. De acordo com um comunicado da companhia aérea, Sherif Ismael encontra-se encontrava-se hoje de manhã no aeroporto da capital do Egito, onde foi instalado um gabinete de crise.

(notícia actualizada às 15:17 com mais informação)




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