Aviação Ryanair mantém lucros apesar de descida das tarifas

Ryanair mantém lucros apesar de descida das tarifas

Em relação ao próximo semestre fiscal, de outubro a março, a companhia líder dos voos 'low cost' na Europa sublinhou que as suas previsões são "cautelosas" porque quer "evitar o otimismo pouco fiável" que mostram "alguns concorrentes".
Ryanair mantém lucros apesar de descida das tarifas
Reuters
Lusa 04 de novembro de 2019 às 13:19

A companhia aérea irlandesa de voos 'low cost' Ryanair informou hoje que obteve lucros líquidos de 1.150 milhões de euros no primeiro semestre fiscal (abril-setembro), o mesmo valor do mesmo período de 2018.

 

A companhia atribuiu estes resultados a uma queda de 5% do preço da tarifa aérea média, provocada, em parte, pela queda da procura no mercado britânico e ao excesso de oferta na Alemanha e na Áustria.

 

Mesmo assim, a Ryanair indicou que os gastos em combustível aumentaram 22% nos seis meses até setembro último, para 1.590 milhões de euros, enquanto os gastos com pessoal, que inclui as subidas salariais dos pilotos, subiram 2% por trabalhador.

 

Neste contexto, a Ryanair faturou 5.390 milhões de euros no primeiro semestre, mais 11%, e transportou um total de 86 milhões de passageiros, mais 11% que no período anterior.

As receitas auxiliares, que incluem as vendas a bordo, as taxas da bagagem ou as tarifas de embarque com prioridade, e que representam quase 25% de toda a faturação, também aumentaram 28% para 1.650 milhões de euros, sublinhou a companhia.

 

Apesar da estagnação dos lucros, a Ryanair confirmou hoje que os acionistas da empresa recuperaram 250 milhões de euros, depois de completar um processo de recompra de títulos avaliado em 700 milhões de euros.

 

A Ryanair explicou que o "ganho básico por ação" (EPS, nas siglas em inglês) se situou em 1,0247 euros, mais 3% que no primeiro semestre fiscal de 2018.

 

Em relação ao próximo semestre fiscal, de outubro a março, a companhia líder dos voos 'low cost' na Europa sublinhou que as suas previsões são "cautelosas" porque quer "evitar o otimismo pouco fiável" que mostram "alguns concorrentes".

 

Contudo, a Ryanair prevê que o tráfego de passageiros cresça 8%, para 153 milhões por ano, e que o preço da tarifa média "melhore ligeiramente" em relação ao inverno, mas sublinha que o mercado poder ser afetado por uma saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit')) sem acordo.

 

Assim, a companhia irlandesa estima que os resultados líquidos deste ano fiscal, de setembro a março de 2020, se cifrem entre 800 e 900 milhões de euros, contra o intervalo de 750 a 950 milhões de euros previsto em julho passado.

 

"Esta previsão depende em grande medida da situação do preço dos bilhetes no final do segundo semestre, do 'Brexit' e da ausência de qualquer incidente de segurança", concluiu a Ryanair.

 




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