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Sérgio Monteiro: Não há "divergências nenhumas" no Governo em relação à privatização da TAP

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, garantiu hoje que não há "divergências nenhumas" no Governo em relação à privatização da TAP nem tão pouco sobre o modelo em que o processo de venda da companhia pode ocorrer.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 14 de Outubro de 2014 às 12:09
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"A opinião de todos é que a TAP beneficia com uma privatização seja qual for o modelo escolhido, porque a companhia terá melhores condições para responder aos desafios do futuro", afirmou hoje Sérgio Monteiro, à margem de um encontro sobre as oportunidades de investimento entre Portugal e o Reino Unido.

 

Em declarações aos jornalistas, o governante disse que "não há divergências nenhumas" no Governo, explicando que ainda não foi tomada decisão se a privatização avança ou não, porque estão a ser analisadas, "com muita atenção, as diversas propostas indicativas e manifestações de interesse para aferir da probabilidade de se transformarem numa proposta efectiva".

 

Sérgio Monteiro sublinhou que "manifestações de interesse não querem dizer propostas" e, por isso, têm que ser "passadas a pente fino" para "ter a certeza que tem elevada probabilidade de se transformarem numa proposta".

 

"A decisão só será tomada quando sentirmos que há condições para a tomar", declarou.

 

Ainda assim, acrescentou, "não está em causa nem a competitividade nem a sobrevivência" da companhia aérea liderada por Fernando Pinto, apesar das limitações ao financiamento.

 

Sérgio Monteiro rejeitou que notícias recentes sobre as investigações à aquisição pela TAP da empresa de manutenção no Brasil (ex-VEM) à Varig em 2006 possam prejudicar a privatização da transportadora, considerando que "não são um facto positivo, mas não limitam a capacidade de decisão".

 

"As notícias não são novas, mas tiveram novamente visibilidade e dimensão na comunicação social nos últimos dias", disse, lembrando que "não dizem respeito a nenhuma decisão que este Governo tenha tomado ou tenha patrocinado".

 

Mais do que a alegada investigação ao negócio, Sérgio Monteiro revela preocupação com a "sustentabilidade" da empresa de manutenção no Brasil para "não ser um entrave à privatização".

 

"Estamos obviamente preocupados com a situação da engenharia e manutenção Brasil, mas não na perspectiva da investigação, mas sim em dar sustentabilidade ao negócio para não ser um entrave ao negócio [venda da TAP] e limitar a capacidade de decisão", prosseguiu.

 

 

 

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