Aviação Sindicato: "TAP vai ter que ser reestruturada seja pública ou privada"

Sindicato: "TAP vai ter que ser reestruturada seja pública ou privada"

O presidente do Sindicato dos Pilotos afirmou esta segunda-feira que não tem "nada contra ou a favor da privatização" da TAP, considerando que a companhia "como está vai ter que ser reestruturada", quer seja pública ou privada.
Sindicato: "TAP vai ter que ser reestruturada seja pública ou privada"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 27 de abril de 2015 às 17:21

"Os pilotos não têm nada contra ou a favor da privatização. Os pilotos querem uma empresa que cresça e que orgulhe os portugueses. Queremos uma empresa bem gerida, quer seja na esfera pública, quer seja na privada", afirmou Manuel Santos Cardoso, em entrevista à Lusa.

 

O presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) defende que a reestruturação é inevitável, "quer seja no domínio público, quer seja no domínio privado", sequência de uma gestão "ruinosa e desastrosa".

 

"A gestão da TAP tem sido ruinosa e desastrosa e tem conduzido a TAP e o país para perdas incalculáveis e isso tem que parar. Queremos uma TAP bem gerida, bem administrada", declarou.

 

Para o presidente do sindicato que representa os pilotos, que convocou uma greve de dez dias, com início a 1 de Maio, "a TAP como está vai ter que ser reestruturada, quer seja no domínio público, quer seja no domínio privado", admitindo que "no privado tende a ser muito mais agressiva do que no público".

 

Em qualquer dos casos, acrescentou, "essa reestruturação vai sempre obrigar a haver reduções do número de trabalhadores".

 

O sindicato acusa a actual administração da TAP, liderada por Fernando Pinto, de ter delapidado 800 milhões de euros em 15 anos, lembrando que o próprio ministro da Economia, Pires de Lima, já referiu este valor.

 

Santos Cardoso aponta o dedo à compra da VEM - Engenharia e Manutenção Brasil em 2006, que já custou 585 milhões de euros à TAP, recordando que os trabalhadores da ex-Varig têm tido aumentos salariais, nos últimos tempos, de 6,5%.

 

Em relação aos potenciais candidatos à compra da companhia aérea, o dirigente sindical não se quis pronunciar: "Fala-se. Só falo perante factos. Não os conheço, não posso dizer se são bons ou maus".

 

Os candidatos à privatização da TAP têm que entregar as propostas vinculativas até 15 de maio.

 

Os pilotos da TAP têm agendada uma greve, entre 1 e 10 de Maio, por considerarem que o Governo não está a cumprir o acordo assinado em Dezembro de 2014, nem um outro, estabelecido em 1999, que lhes dava direito a uma participação no capital da empresa no âmbito da privatização. 




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