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Suspensão da privatização da TAP não chega aos tripulantes que querem eliminação da operação

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPAC) só aceita cancelar a greve se o Governo riscar por completo a privatização da companhia aérea.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 16:36
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Para os tripulantes "este memorando (assinado pela plataforma sindical) abre a porta à privatização como ela está definida", disse Nuno Fonseca, representante do SNPAC, em declarações ao Negócios.

 

Sem querer explicar o memorando que os tripulantes não quiseram assinar, Nuno Fonseca esclarece que o primeiro ponto do

O documento prevê "a suspensão da privatização, mas não a eliminação definitiva" defendida pelos tripulantes
 
Nuno Fonseca, 
representante do SNPVAC

documento prevê "a suspensão da privatização, mas não a eliminação definitiva", como os tripulantes defendem.

 

"A plataforma tem 12 sindicatos e é uma posição delicada", adiantou Nuno Fonseca, acrescentando que "este documento surge em resposta à proposta do Governo de constituir um grupo de trabalho para definir as condições do caderno de encargos".

 

O pedido de suspensão da privatização proposto pelos 11 sindicatos, retirando os tripulantes, pode ser uma forma de exigir ao Governo que inclua a possibilidade, por exemplo, dos pilotos poderem vir a ter uma participação na companhia aérea, com outro tipo de regalias.

 

"Não vamos comentar um documento que não assinamos", reiterou Nuno Fonseca.

Quanto ao pré-aviso de greve dos tripulantes, Nuno Fonseca mostrou-se irredutível, dizendo que o cancelamento da greve só acontecerá se não houver a venda da companhia aérea.

 

E admitiu que "não temo" a requisição civil, caso o Governo venha a adoptar essa via, uma vez que "o Governo é livre de tomar essa decisão e deve tomá-la consciente de todas as consequências".

 

Quanto ao período de greve, Nuno Fonseca defende que "está assegurado um voo diário para a Madeira e dois para os Açores", sublinhando que "o regresso a casa dos portugueses (no período do Natal) deve-se ao facto do País não dar condições às

"Não são os passageiros que queremos atingir, mas as greves não são feitas em períodos que não afectam ninguém"
 
Nuno Fonseca,
representante do SNPVAC

pessoas para ficarem".

 

"Não são os passageiros que queremos atingir, mas as greves não são feitas em períodos que não afectam ninguém", disse

Nuno Fonseca termina dizendo que "a situação da venda da TAP pode criar uma situação dramática".

 

Recorde-se que no actual modelo de privatização, todos os trabalhadores poderão subscrever até 5% do capital da companhia aérea, como acontece num processo de venda deste género. 

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