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TAP agrava perdas no primeiro trimestre para 395 milhões de euros

A companhia aérea registou um prejuízo de 395 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, um agravamento face às perdas de 106,6 milhões no período homólogo de 2019.

A TAP anunciou que vai reduzir de forma expressiva a operação e parquear grande parte da sua frota de aviões.
Miguel Baltazar
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Junho de 2020 às 22:54
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A TAP - Transportes Aéreos Portugueses divulgou esta noite, na CMVM, o "trading update" relativo ao primeiro trimestre deste ano, tendo reportado perdas de 395 milhões de euros, um agravamento face ao resultado negativo de 106,6 milhões registado entre janeiro e março do ano passado.

 

Este resultado foi impactado por eventos relacionados com a pandemia de covid-19, nomeadamente pelo reconhecimento de overhedge de jet fuel de 150,3 milhões de euros, e por diferenças de câmbio líquidas negativas de 100,5 milhões de euros.

 

Excluindo estes dois efeitos, o resultado líquido do primeiro trimestre de 2020 teria sido negativo em 169,9 milhões, diz a TAP.

 

A empresa sublinha que os primeiros dois meses de 2020 mantiveram a tendência positiva observada no segundo semestre de 2019, "registando uma melhoria expressiva dos principais indicadores operacionais e financeiros quando comparado com o período homólogo do ano anterior".

 

No entanto, a quebra de atividade verificada em março de 2020 em resultado da pandemia de covid-19 impactou negativamente a performance da TAP no primeiro trimestre, ofuscando a boa performance observada nos primeiros 2 meses do ano.

 

"O mês de março foi já significativamente afetado pelas medidas de contenção adotadas pelas autoridades nacionais e internacionais que se refletiram numa acentuada quebra na procura e levaram a TAP a diminuir a sua capacidade operacional, traduzindo-se numa deterioração progressiva da atividade ao longo do mês", refere.

 

A transportadora aponta o decréscimo de 12,6% no número de passageiros transportados no primeiro trimestre, bem como a diminuição dos rendimentos operacionais totais em 5% e das receitas de passagens em 3,7%.

 

Só em março, os rendimentos operacionais caíram em 106,3 milhões (menos 47,7% do que um ano antes) e as receitas de passagens diminuíram em 90,3 milhões (uma queda de 46,9%).

 

O EBITDA desceu em 26 milhões nos primeiros três meses do ano, sendo que só em março teve uma quebra de 80,4 milhões.

Recorde-se que o Estado vai cobrar à TAP uma taxa mínima de 3,78% pelo empréstimo que vai conceder à companhia aérea e que pode atingir 1.200 milhões de euros. O juro ainda não é conhecido, numa altura em que os representantes do Estado e os acionistas privados da TAP continuam em negociações para avançar com o empréstimo.

 

A Associação Comercial do Porto requereu ao Supremo Tribunal Administrativo uma providência cautelar que impeça o Estado Português de conceder essa ajuda "enquanto a TAP não assegurar a distribuição equitativa e proporcional dos voos a serem operados pela TAP de e para os diversos aeroportos portugueses".

 

No entanto, na passada sexta-feira, o referido tribunal considerou que o conselho de ministros, na qualidade de requerido, no âmbito da providência cautelar interposta contra a ajuda à TAP, poderá prosseguir com a injeção de dinheiro se justificar, de forma fundamentada, que essa mesma providência cautelar prejudica o interesse público.

 

(notícia atualizada às 23:08)

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