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TAP já realizou 82 voos dos 119 previstos para hoje

No segundo dia de greve dos tripulantes de cabine, a companhia aérea diz prever que até ao final desta sexta-feira irá efetuar a totalidade dos 119 voos programados para 36 destinos.

TAP tem um “nível razoável de obsolescência” tecnológica e contratou a gigante consultora indiana Tata Consultancy Services para ser “mais digital”.
Miguel Baltazar
Negócios jng@negocios.pt 09 de Dezembro de 2022 às 18:19

A TAP anunciou esta sexta-feira que até às 17 horas deste segundo dia de greve dos tripulantes de cabine  já operou os 82 voos previstos do total de 119 programados e que dos 30 voos de serviços mínimos já operou os 19 previstos, frisando que apenas um voo para a Praia, em Cabo Verde, foi cancelado, mas devido a falta de passageiros.

Em comunicado, a transportadora aérea salienta que "está a operar com serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral e pelos parceiros da companhia" e afirma prever que até ao final do dia de hoje irá efetuar a totalidade dos 119 voos programados para 36 destinos.


Na quinta-feira, diz a TAP, foram feitos todos os 148 voos previstos, sendo 64 de serviços mínimos.


Na mesma nota, a empresa assegura que, ao contrário do que diz o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), "não tem nesta altura menos 20 aviões do que tinha em 2019", mas sim menos nove aeronaves ao serviço (105 versus 96) e que "sobre o número de tripulantes por aeronave, a companhia cumpre os requisitos legais e do fabricante, estando em linha com os concorrentes comparáveis".

A TAP afirma ainda que "também não se confirmam quaisquer violações ao atual Acordo de Empresa".


A transportadora reafirma que "lamenta profundamente esta greve" e salienta que "continua, como sempre, disponível para negociar com o SNPVAC, bem como com todos os sindicatos", lembrando que em 2020 "esteve em sério risco de fechar, mas o esforço e investimento do Governo e dos contribuintes evitou que isso acontecesse".


"Esta greve dos tripulantes de cabina deve-se a uma forte reação à denúncia dos acordos, em comparação com outras entidades", diz ainda a empresa, recordando que o Acordo de Empresa em vigor não é atualizado desde 2006.


A TAP volta ainda a afirmar que o sindicato apresentou à companhia 14 pontos para negociar, que poderiam suspender a greve, e que aceitou nove desses pontos, sendo que "antes da negociação tinha deixado claro que não era possível manter a incerteza sobre a operação até 24 horas antes da data da greve, porque isso seria uma irresponsabilidade para com os clientes.  O aviso de greve dos tripulantes de cabina levou a TAP a cancelar 360 voos.

 

A TAP sublinha ainda que deixou claro ao SNPVAC que seria impossível reabrir o Acordo Temporário de Emergência, uma vez que isso poria em causa o plano de reestruturação e a recuperação da companhia, recordando que o Acordo Temporário de Emergência foi assinado pelo sindicato e votado por mais de 80% dos associados. E faz notar que "a atualização dos Acordos de Empresa tem de ser discutida com todos os sindicatos".

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