Aviação TAP promete política de prémios “mais transparente” após “mal entendido”

TAP promete política de prémios “mais transparente” após “mal entendido”

A TAP vai criar um comité comité de recursos humanos para “melhorar a articulação”da empresa no que diz respeito ao pagamento de prémios aos trabalhadores. Quanto à polémica dos últimos dias, refere que partiu de um “mal entendido”.
TAP promete política de prémios “mais transparente” após “mal entendido”
Miguel Frasquilho é o presidente do conselho de administração da TAP
Duarte Roriz/Cofina
Nuno Carregueiro 08 de junho de 2019 às 20:55

Depois da quebra de confiança demonstrada pelo Governo devido ao pagamento de prémios a trabalhadores, a comissão executiva da TAP prometeu ontem incluir mais trabalhadores na política de pagamentos de bónus e hoje o conselho de administração diz que tudo não passou de um "mal entendido" e acrescenta que vai tomar medidas para que esta seja mais transparente.

 

"O Ministério das Infraestruturas e da Habitação, os administradores nomeados pelo Estado e a Comissão Executiva da TAP chegaram hoje a um entendimento que permitirá tornar a política de distribuição de prémios da empresa mais transparente", refere um comunicado emitido pelo Governo onde é partilhado um comunicado do conselho de administração da TAP.

 

O comunicado de ontem tinha sido emitido pela comissão executiva, onde não marcam presença os administradores nomeados pelo Estado, que têm funções não executivas. Nesse comunicado a gestão "promete reforçar o programa que permite a atribuição de prémios na transportadora, para "abranger mais trabalhadores".   

 

O comunicado emitido este sábado, o conselho de administração liderado por Miguel Frasquilho detalha as medidas que vão ser adotadas para que a política de prémios que gerou polémica nos últimos dias seja mais transparente.

 

"O Conselho de Administração entende que é necessário melhorar a articulação" relativamente ao pagamento de prémios aos trabalhadores, "pelo que, na sequência de sugestão formulada pela Comissão Executiva para reforço do modelo de governo da TAP, SGPS, SA, promoverá a criação no seio do Conselho de Administração de um Comité de Recursos Humanos que será presidido pelo Presidente da Comissão Executiva e com atribuições e competências similares às Comissões de Estratégia e de Auditoria e Matérias Financeiras já existentes".

 

Além disso, a "Comissão Executiva assume o compromisso de apresentar de forma destacada na proposta de orçamento anual o montante total máximo dos prémios a serem distribuídos em cada ano".

 

Por fim, a administração da TAP garante ainda que este Comité de Recursos Humanos que vai ser criado "promoverá a elaboração de um plano de possível participação nos lucros para cada grupo de trabalhadores da TAP tendo em consideração a realidade atual de cada grupo".

"Mal entendido"

 

A TAP pagou prémios de 1,171 milhões de euros a 180 pessoas, incluindo dois de 110 mil euros atribuídos a dois quadros superiores, apesar de em 2018 ter registado um prejuízo de 118 milhões de euros.

 

Esta decisão colocou o Governo em conflito com a companhia aérea, sendo que ontem decorreu uma reunião entre o ministro Pedro Nuno Santos e os administradores que representam o Estado, que disseram ter ficado surpreendidos com o pagamento destes prémios.

 

Logo que estalou a polémica, que colocou o Governo em choque com a gestão da companhia aérea, o CEO da TAP, Antonoaldo Neves, justificou a atribuição dos prémios com o "programa de mérito" implementado pela companhia, que diz ter sido "fundamental" para os resultados atingidos em 2018.

 

Este sábado o semanário Expresso noticiou que os gestores de topo da TAP também queriam receber prémios. Sem citar a notícia, o conselho de administração da TAP salienta que "a comissão executiva não recebeu qualquer prémio ou remuneração variável".

 

No mesmo comunicado, o conselho de administração da TAP "reconhece que se verificou um mal entendido relativamente à deliberação que resultou da discussão no âmbito da reunião do Conselho de Administração de Março de 2019.

 

Nesta reunião foi "discutido o modelo de avaliação de desempenho e avaliação dos colaboradores e em que foi deliberado não distribuir prémios com base na componente resultados da empresa’, conforme recomendação dos administradores indicados pela Parpública".

 

Posteriormente a esta reunião, a comissão executiva "aprovou uma distribuição de prémios por um conjunto de colaboradores", fora do âmbito "resultados da empresa", sem ter "informado o Conselho de Administração relativamente ao universo e montantes que vieram efetivamente a ser aprovados pela Comissão Executiva e pagos".

 

Algo que agora deixará de poder repetir-se com a criação do Comité de Recursos Humanos e inclusão no orçamento do montante máximo de prémios a pagar.

Perceba como aconteceu esta polémica:

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