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TAP planeia cancelamento de rotas para ultrapassar prejuízos da greve

As rotas que a TAP inaugurou em 2014 vão continuar canceladas e a companhia vai suprimir a abertura de novos destinos na época baixa. Esta é uma das medidas para contornar os prejuízos de 35 milhões de euros causados pela greve, escreve esta terça-feira o jornal Público.

Miguel Baltazar
Negócios negocios@negocios.pt 26 de Maio de 2015 às 10:24
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A TAP já entregou ao Governo o plano de emergência com medidas destinadas a atenuar o impacto da greve de 10 dias convocada pelo sindicato dos pilotos. No documento, entregue por Fernando Pinto, a empresa prevê um emagrecimento na oferta de novas rotas na época baixa e a manutenção da suspensão de destinos abertos em 2014 e que se revelaram pouco rentáveis, como Tallinn ou São Petersburgo.

 

Estas medidas vão ter consequências para os trabalhadores, porque a redução da oferta poderá levar a uma redução da estrutura de pessoal e ainda das despesas com trabalho extraordinário. O Público admite que se faça uma reestruturação ainda antes da venda – que o Governo quer concluir até Junho. Em cima da mesa pode estar também a abertura de um programa de rescisões por mútuo acordo ou a intensificação de pré-reformas.

 

Fernando Pinto anunciou aos trabalhadores, a 12 de Maio, a necessidade de apresentar um plano de reajustamento que consistia em "dar um passo atrás para, em seguida, dar dois em frente". É expectável que anuncie, igualmente por email, as conclusões apresentadas ao Governo.

 

A contenção de custos deve fazer-se sentir especialmente a partir do final da época alta, ou seja, depois dos meses de Verão. Nessa altura, o ajustamento da oferta deve acentuar-se. A reprogramação de rotas é habitual, mas na situação em que se encontra a TAP, deverá ser intensificada.

 

Adiamento dos A350 esteve em cima da mesa

 

A administração da TAP chegou, inclusivamente, a considerar adiar por um ano a entrega dos 12 novos aviões A350-900, cuja entrega começa a ser feita a partir de 2017. Estas aeronaves são mais eficientes que as que integram a actual frota de longo curso da TAP (14 A330 e quatro A340, estes com quatro motores, especialmente "gulosos" em termos de combustível). Por outro lado, permitem alargar o leque de destinos de voo, porque a oferta de aviões de longo curso TAP vai crescer.

 

Este cenário acabou por ser afastado e já não foi apresentado ao Governo. O processo de privatização está a decorrer com negociações entre o Governo e os dois empresários que foram aceites na venda: David Neeleman, da Azul, e German Efromovich, da Avianca. O Público diz que a intenção do Governo é decidir o vencedor na primeira quinzena de Junho.

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