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Trabalhadores da ANA exigem suspensão da privatização à semelhança da TAP

Os trabalhadores da ANA exigiram hoje a suspensão do processo de privatização da gestora aeroportuária, à semelhança do que o Governo decidiu para a TAP.

Lusa 20 de Dezembro de 2012 às 19:05
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Em comunicado conjunto, as organizações representativas dos trabalhadores exigiram "a suspensão do processo de privatização da ANA, porquanto foram postos em causa pressupostos estratégicos para o sector da aviação civil que foram também enunciados pelo Governo".

 

Depois da decisão do Governo de suspender a privatização da TAP, os trabalhadores voltaram a pedir uma reunião de urgência com o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, acusando o Governo de não cumprir o compromisso de informar a plataforma de entendimento (Comissão de Trabalhadores e SINDAV, SITAVA e SQAC).

"Aos pedidos de reunião desta plataforma para análise deste processo, o Governo respondeu com factos consumados", criticam.

 

O Governo mantém a intenção de decidir a venda da ANA no conselho de ministros da próxima quinta-feira, processo ao qual concorrem quatro consórcios. "Mantém-se a intenção de anunciar a decisão sobre a venda da ANA no conselho de ministros na próxima semana", afirmou a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.

 

Questionada sobre o impacto que a rejeição da proposta concorrente à privatização da TAP pode ter no processo da ANA, a governante escusou-se a comentar, explicando que o Governo não comenta processos em curso.

 

Ainda assim, Maria Luís Albuquerque realçou que a privatização da gestora aeroportuária não está em fase de negociação, mas "de clarificação das propostas". "Seguimos escrupulosamente o processo. Será objecto de decisão do conselho de ministros na próxima semana", declarou.

 

A Parpública, empresa gestora das participações públicas, recebeu "quatro propostas vinculativas" para a compra da ANA.

 

Os franceses da Vinci, os suíços Flughafen Zurich, a EMEA, consórcio liderado pelos argentinos da Corporacion America, e os alemães da Fraport entregaram as propostas para a aquisição da empresa que gere os aeroportos em Portugal. Pelo caminho, ficou o consórcio liderado pela Odinsa que integrava a portuguesa Mota-Engil.

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