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Trabalhadores da SATA não chegam a acordo com a administração e mantêm greve

Os cinco sindicatos da SATA, após reunião com a administração da companhia açoriana, decidiram manter os seis dias de greve que começam esta terça-feira à meia-noite, confirmou Jaime Prieto, presidente do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), ao Negócios.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 22 de Abril de 2013 às 22:51
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Os trabalhadores da SATA reclamam que a solução encontrada para a TAP também se aplique à companhia açoriana, um pedido que a administração da companhia açoriana se recusa a aceitar. 

 

“Ficámos surpreendidos quando a administração continua a falar na ilegalidade da solução e que ainda vai estudar os valores dos cortes”, explicou Jaime Prieto.

 

Após várias horas reunidos com a administração da SATA, os trabalhadores decidiram manter a greve, uma vez que a companhia se mantém irredutível quanto à restituição dos cortes aplicados nos dois anos anteriores - medida que já está a ser concretizada na TAP.

 

Na altura da Páscoa, os 12 sindicatos da aviação avançaram para um pré-aviso de greve, contestando o corte de salários imposto pelo Governo às companhias aéreas. Após várias horas de negociação, a administração da TAP, com o aval do Governo, propôs manter os cortes de 3,5% a 10% dos salários dos seus trabalhadores, mas restituir os realizados nos dois anos anteriores, quando lhe tinha sido autorizado não proceder aos cortes das remunerações dos seus trabalhadores.

 

Já nessa altura, o governo Regional dos Açores questionou a medida, mas os sindicatos aceitaram levantar a greve, após o ministério das Finanças ter endereçado uma carta ao Governo Regional garantindo a legalidade da solução e este último ter demonstrado abertura para aceitar a aplicabilidade da iniciativa na SATA.

 

Mais de três semanas passadas, o Governo Regional dos Açores escusa-se a restituir quaisquer cortes dos anos anteriores, estando no entanto a cumprir o Orçamento do Estado para 2013 e a proceder aos cortes de salários dos trabalhadores da SATA.

 

Após a reunião desta noite, Jaime Prieto sublinhou que os sindicatos pretendem que haja “equidade” entre as companhias aéreas, até porque diz, “os cortes têm sido aplicados da mesma forma”.

 

A administração da SATA propôs aos trabalhadores “encontrar soluções de produtividade, como forma de compensar os cortes salariais, mas para nós não está em causa a revisão do Acordo Empresa”.

 

Como em tempo útil não houve possibilidade de encontrar uma solução, os trabalhadores da SATA arrancarão com a greve dia 23 de Abril à meia noite. Esta irá prolongar-se nos dias 24 e 25 de Abril e 2, 3 e 4 de Maio.

 

“Continuamos disponíveis para negociar, mas a nossa indignação é grande, perante a postura do governo regional, perante estes trabalhadores”, concluiu o presidente do SPAC.

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