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Tripulantes acusam TAP de fazer “ultimato”

De acordo com o SNPVAC, a companhia diz que retira de cima da mesa de negociações a nova proposta de Acordo de Empresa, caso o sindicato não antecipe para esta terça-feira a assembleia geral marcada para 6 de dezembro, dois dias antes da greve.

No ano passado, a TAP transportou 5,83 milhões de passageiros.
Miguel Baltazar
Ana Petronilho anapetronilho@negocios.pt 21 de Novembro de 2022 às 14:17
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Os tripulantes de cabine acusam a administração da TAP de fazer "um ultimato" ao apresentar uma nova proposta ao Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) para Acordo de Empresa. De acordo com o sindicato, a companhia diz que retira a proposta de cima da mesa das negociações, caso o SNPVAC não antecipe para esta terça-feira a assembleia geral marcada para 6 de dezembro, dois dias antes da greve.  


Em comunicado enviado aos associados, a que o Negócios teve acesso, o sindicato que representa os tripulantes de cabine diz que, na semana passada, esteve reunido dois dias com a administração da TAP para "solucionar o diferendo existente entre os tripulantes e a TAP", evitando a greve agendada para os dias 8 e 9 de dezembro.


Destas reuniões resultou uma proposta, enviada ao SNPVAC pela transportadora, que os tripulantes consideraram "de imediato insuficiente". Além disso, "juntamente com a formalização" da proposta, "veio um ultimato" que, "ou existia uma antecipação à auscultação dos associados até dia 22 de novembro", ou então "não faria sentido a proposta negociada ser formalizada" pela TAP, que pede uma resposta dos tripulantes até às 18 horas desse dia.


O sindicato diz estar impedido pelos estatutos de fazer a antecipação da assembleia geral – onde vai ser votada a greve – e frisa que a reunião será realizada no dia 6 de dezembro "com ou sem proposta" e que "cabe à TAP decidir" se o SNPVAC apresenta "uma folha em branco aos seus associados", assumindo "as possíveis consequências futuras".


Com as posições extremadas, o sindicato sublinha, em comunicado, que "não aceita, nem irá aceitar, qualquer ultimato que ponha em causa os interesses da classe" e que "é de lamentar que a mais de três semanas da greve, a TAP dê por encerrado qualquer esforço", para se chegar a um consenso.


Os tripulantes atiram ainda a "exclusiva responsabilidade" da greve para a empresa, que "não percebeu a insatisfação crescente dos tripulantes" que aproveitam para pedir "desculpa pelo transtorno que a greve irá causar".

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