Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Vinci corre para a ANA sem sócios

Empresa quer ter parceiros no futuro, caso vença o processo de privatização da ANA em curso.

Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 30 de Novembro de 2012 às 00:01
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

Os franceses da Vinci, que estão a concorrer à privatização da ANA, estão a avançar para a montagem da proposta vinculativa sem mais parceiros, ainda que os responsáveis da empresa admitam que no futuro deverão acolher outros sócios, nomeadamente portugueses.
Em declarações depois de uma visita ao aeroporto da Portela, esta quinta-feira, Louis-Roch Burgard, director-geral da Vinci Concessions e Nicolas Notebaert, "chairman" da subsidiária para os aeroportos do grupo francês, revelaram que neste momento a empresa continua sozinha no processo, mas que estão "disponíveis para acolher sócios portugueses".
A Vinci esteve em visita à Portela no âmbito do processo de auditoria para a privatização da ANA, sendo que vai ainda ao Porto, Faro, Açores e Madeira antes de apresentar a sua proposta final.
Quanto à capacidade do aeroporto da Portela, Louis-Roch Burgard diz que a empresa "irá investir certamente", mas disse que havia ainda espaço para aproveitar o aeroporto com algumas alterações.
Anteriormente, os mesmos responsáveis já tinham adiantado que poderiam estudar um alargamento do aeroporto da Portela e a construção de outra infra-estrutura num prazo de 10 a 15 anos, sendo que "qualquer decisão terá de ser tomada em articulação com o Governo", segundo adiantaram os responsáveis.
A Vinci opera vários aeroportos, sendo que a empresa diz que quer fazer da ANA a sua "bandeira" e trabalhar para desenvolver o "hub" da TAP em Lisboa, tendo em vista rotas para a América Latina e para África, um dos principais activos da companhia aérea, que está a ser privatizada num processo separado. A Vinci foi uma das cinco concorrentes apuradas para a segunda fase da concessão e privatização da ANA. As propostas estarão entre os 1,5 mil milhões e os 2,6 mil milhões de euros. A empresa francesa já está em Portugal há vários anos, com 37% do capital da Lusoponte.
Além da Vinci estão na corrida a Odinsa com a Mota-Engil, a Corporación América com vários parceiros, o grupo Fraport/IFM e a Zürich com a CCR e o fundo GIP.

Ver comentários
Saber mais aeroportos ANA Vinci
Mais lidas
Outras Notícias