Aviação Voo mais longo do mundo deve ser menos confortável que o esperado

Voo mais longo do mundo deve ser menos confortável que o esperado

O voo mais longo do mundo deve ser ainda menos confortável do que o esperado - isto se a maratona de 20 horas sem escalas entre Sydney e Londres realmente descolar.
Voo mais longo do mundo deve ser menos confortável que o esperado
Bloomberg 09 de junho de 2019 às 20:00

A Qantas Airways desistiu da ideia de instalar beliches, camas, uma academia ou até mesmo uma creche para que os passageiros aguentem o voo comercial mais longo do mundo. Em vez disso, a companhia aérea vai criar um espaço para que os passageiros estiquem as pernas e bebam água, revelou o CEO da Qantas, Alan Joyce.

 

O nível de conforto mais espartano destaca o desafio da Qantas ao tentar romper o que chama de última fronteira da aviação. Também existem outras barreiras: Joyce afirmou que os aviões sugeridos pela Boeing e Airbus para os voos ultra longos podem completar a distância, mas nenhum deles pode transportar o peso inicialmente proposto pela Qantas.

 

Joyce revelou que ainda precisa que os pilotos da Qantas aceitem as jornadas de trabalho mais longas dos voos ultra-longos.

 

A Qantas espera receber propostas finais de aeronaves da Boeing e da Airbus até agosto, que incluem o preço do avião, bem como garantias de eficiência de combustível, custos de manutenção e confiabilidade. Joyce disse que vai encomendar os aviões no fim do ano se decidir operar estes voos, chamados na Qantas como Project Sunrise.

 

A Qantas disse que avalia o Airbus A350 de longo alcance e o 777X da Boeing. A Boeing ou a Airbus entregariam a aeronave em 2022, e os primeiros voos começariam em 2023, disse.

 

Ainda assim, há pouca margem para erros. Por exemplo, a rota Sydney-Londres não poderá transportar carga extra, disse Joyce. Já os voos diretos para Nova Iorque a partir de Sydney são mais viáveis, acrescentou.

 

A Qantas planeia lançar uma rede de voos diretos ultra longos ligando a costa leste da Austrália com a América do Sul, África do Sul e América do Norte, já que as crescentes cotações de petróleo pressionam as margens de lucro.

 

Joyce disse que os aviões terão áreas para passageiros de primeira classe, executiva, económica premium e económica.


(Texto original: World's Longest Flight to Be Even Less Comfortable Than Expected)




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