Transportes 15 mil camiões vão tomar as estradas em protesto na quarta-feira

15 mil camiões vão tomar as estradas em protesto na quarta-feira

Os transportadores rodoviários vão protestar nas estradas portuguesas esta quarta-feira contra o aumento do imposto sobre o combustível.
15 mil camiões vão tomar as estradas em protesto na quarta-feira
Negócios 21 de março de 2016 às 12:18
Os transportadores rodoviários estão em "luto" e vão "endurecer o tom do protesto" contra o aumento do imposto sobre produtos petrolíferos (ISP).

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) anunciou esta segunda-feira, 21 de Março, uma "marcha lenta em todo o território nacional".

Vai ser na quarta-feira, 23 de Março, que as estradas portuguesas vão ser tomadas por 15 mil camiões de transportes de mercados, das duas mil empresas associadas da associação patronal.

O protesto vai ter lugar porque o aumento do ISP "compromete a competitividade do sector e, consequentemente, a sobrevivência das empresas e a manutenção dos postos de trabalho".

A associação, liderada por Gustavo Paulo Duarte, diz que já se reuniu por mais que uma vez com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade. E que, apesar de já ter marcada nova reunião com o Governo no dia 30 de Março, a ANTRAM antecipa que a "justificação apontada se mantenha e que reside no facto do preço do petróleo estar actualmente em baixa".

De acordo com os cálculos do Negócios na véspera da entrada em vigor da portaria que fixa este agravamento fiscal, a gasolina subiria 7,4 cêntimos e o gasóleo 7,5 cêntimos.

Apesar do Governo ter proposto uma majoração do custo com o combustível em 20% em sede de IRC, a ANTRAM rejeitou a proposta porque "nos termos apresentados não permite atingir o valor que as empresas terão que suportar com o aumento do ISP".

A associação patronal sublinha que "actualmente Espanha é o país que mais garante o abastecimento aos transportadores portugueses". Cerca de 80% dos camiões nacionais abastecem em Espanha, face aos 10% que o fazem em Portugal, seguido de França e Alemanha com 5% cada. "Número que revelam a perda que a política de combustíveis em Portugal representa para o Estado", destaca a ANTRAM.

Ainda recentemente, o ministro da Economia mostrou-se preocupado com a perda da receita fiscal nos combustíveis para Espanha e lançou um apelo nacional. "Isso significa que muitos portugueses estão a pagar impostos em Espanha. É algo que, em primeiro lugar, temos de pedir aos portugueses que não façam", afirmou Manuel Caldeira Cabral.



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