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Acionistas impedem fundador da easyJet de despedir administradores

O fundador e maior acionista da easyJet propunha despedir os administradores da companhia aérea low cost por não terem cancelado uma encomenda de 5 mil milhões de euros à Airbus.

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Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 22 de Maio de 2020 às 19:30
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Os acionistas da easyJet chumbaram as propostas do fundador e maior acionista da companhia aérea para despedir quatro administradores em lugares-chave da empresa.

As quatro propostas apresentadas por Stelios Haji-Ioannou foram rejeitadas com quase 60% dos votos.

O "chairman" John Barton, um dos administradores que Haji-Ioannou queria afastar, disse que a empresa esperava voltar a ter uma boa relação com o fundador e agradeceu aos acionistas o voto de confiança.

Numa carta enviada no final de março a que a Sky News teve acesso, o fundador da companhia aérea ameaçava despedir um administrador não-executivo a cada sete semanas caso a easyJet não cancelasse a encomenda de 107 novos aviões da Airbus no valor de cinco mil milhões de euros.

Haji-Ioannou considerava que a encomenda das novas aeronaves à Airbus é "o principal risco para a sobrevivência da easyJet". "O compromisso de pagar cinco mil milhões de euros à Airbus torna irrisório a atual capitalização bolsista da easyJet, de 2,7 mil milhões de euros", acrescentava, indicando que a companhia low cost deverá invocar "motivo de força maior" para cancelar a encomenda.

O conselho de administração da empresa respondeu através de um comunicado onde referia estar a "suprimir custos e despesa não essencial a todos os níveis". "Estamos a trabalhar com os fornecedores para adiar e reduzir os pagamentos, incluindo a aquisição de aviões", indicava o comunicado.

Haji-Ioannou contradisse o CEO da empresa, Johan Lundgren, que pediu apoios estatais. O fundador da empresa defende que "seria um abuso do dinheiro dos contribuintes obter empréstimos para pagar à Airbus por um investimento não lucrativo em 107 aviões. Deveremos fazer um aumento de capital".

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