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Actividade de transporte da CP dá menos dinheiro mas prejuízos descem

As participadas disponíveis para venda (CP Carga e EMEF) ajudaram as contas do Grupo CP no ano passado. O resultado líquido foi, em 2014, menos negativo do que no ano anterior, apesar do pior desempenho no negócio central.

Bruno Simão
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A actividade de transportes da CP apresentou uma deterioração das contas. Contudo, aspectos contabilísticos, como a redução de imparidades e provisões, permitiram uma redução do resultado líquido negativo do grupo.

 

O prejuízo do grupo CP, liderado por Manuel Queiró, situou-se em 159,9 milhões de euros em 2014, um desagravamento face aos 225,5 milhões reportados no ano anterior, de acordo com o comunicado emitido através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Olhando especificamente para a actividade de transportes, houve uma melhoria de 4% das vendas e serviços prestados pela CP, que levou a um ganho de 3% dos rendimentos totais para 304 milhões de euros. Já os custos totais com a actividade de transporte agravaram-se 6% para 289 milhões de euros, com o impulso dado pelos fornecimentos e serviços externos.

 

Em resultado disto, o EBITDA recorrente (resultado operacional da actividade de transportes, antes do impacto de juros, impostos, depreciações e amortizações) fixou-se em 14,8 milhões de euros, face aos 22 milhões do ano anterior. "Face a 2013, este indicador apresentou uma redução de 7,2 milhões, justificada designadamente pela redução do valor das indemnizações compensatórias [pagas pelo Estado]", explica o comunicado.

 

A diminuição do negócio de transporte ferroviário acabou por ser compensada pelos melhores indicadores na área de provisões e imparidades, que registaram diminuições. A menor necessidade de colocar dinheiro de lado para encargos futuros (ajudada pela subida dos resultados da participada CP Carga, à venda neste momento) e também a queda das depreciações (neste campo, justificada pela "melhoria dos resultados da EMEF", também para alienação) acabou por levar o indicador designado de "resultado operacional" de uma perda de 19,7 milhões para um ganho 36,7 milhões. A CP Carga e a EMEF passaram, em 2014, de prejuízos para lucros.

 

Juntando a parte operacional com a dos transportes, e descontando o resultado financeiro (-198,8 milhões), o resultado líquido ficou-se pelos referidos 159,9 milhões de prejuízos em 2014.

 

No último ano, a CP diz ter transportado 3% mais passageiros e garante, também, ter aumentado a oferta. Já o número de trabalhadores desceu, tal como a frota em utilização. 

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