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Administração da TAP ficou "surpreendida" com providência cautelar para travar empréstimo

Após a contestação com o plano de rotas da TAP, a administração reuniu-se com a Associação Comercial do Porto, a quem prometeu que seria feito um esforço de reposição dos voos para níveis pré-pandemia.

Lusa
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 24 de Junho de 2020 às 11:35
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O presidente do conselho de administração da TAP ficou "muito surpreendido" com a providência cautelar que foi interposta pela Associação Comercial do Porto (ACP), para travar o empréstimo estatal de 1.200 milhões de euros à companhia áerea. Isto porque, na sequência da contestação ao primeiro plano de rotas que foi apresentado pela TAP, os administradores da companhia aérea tiveram reuniões "construtivas" com várias entidades interessadas, incluindo com esta associação, a quem já tinha sido prometido que o plano seria alterado.

Miguel Frasquilho falava na Assembleia da República, onde está a ser ouvido esta quarta-feira, 24 de junho, em audição requerida pelo PS. Questionado sobre como foi definido o plano de rotas para a retoma da TAP, o responsável começou por dizer que, antes da divulgação deste plano, o conselho de administração da companhia aérea "alertou" a comissão executiva, que tem a competência de definir as rotas, "para a possibilidade de um clamor como aquele que acabou por se levantar poder ser uma realidade".

Com a contestação em torno do plano de rotas original, que concentrava a quase totalidade dos voos em Lisboa, o conselho de administração decidiu nomear o administrador Bernardo Trindade para travar reuniões com várias partes interessadas, desde autarcas até associações turísticas e empresariais. Entre elas a ACP, que acabou por interpor uma providência cautelar para travar o empréstimo estatal à TAP.

"Foram reuniões construtivas e, por isso, fiquei muito surpreendido com esta iniciativa da ACP, porque, se houve mensagem que foi passada nestas reuniões, foi a de que a TAP iria esforçar-se para, numa lógica sustentável, repor os níveis de atividade pré-Covid", relatou Miguel Frasquilho.

Esse esforço, garante, já está a ser colocado em prática. Em julho, serão repostos voos do Porto para Nova Iorque. Já em agosto, serão repostas ligações para Milão e Zurique, exemplificou.

Mesmo assim, ressalvou, a recuperação será lenta. Em agosto, a TAP só terá cerca de 25% da operação reposta. "Isto mostra bem a gravidade do período que estamos a atravessar", afirmou.
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