Transportes Assessores já facturaram 10 milhões com swaps do Estado

Assessores já facturaram 10 milhões com swaps do Estado

Os ajustes directos divulgados pela Metro de Lisboa revêem em alta os cálculos sobre gastos em assessoria financeira e jurídica neste caso por parte das quatro empresas de transportes e outras entidades públicas, noticia o Público.
Assessores já facturaram 10 milhões com swaps do Estado
Bloomberg
Negócios 14 de março de 2016 às 09:52

Os gastos com assessores do Estado no caso dos swaps ascende já a dez milhões de euros, segundo os cálculos feitos pelo jornal Público, publicados esta segunda-feira, 14 de Março, na sequência da divulgação dos encargos com os ajustes directos feitos pela Metro de Lisboa desde Agosto de 2013, no valor de 4,1 milhões de euros.

 

A disponibilização deste montante pago pela Metro de Lisboa aponta para a duplicação do valor apurado nos primeiros cálculos sobre os gastos em assessoria financeira e jurídica. O encargo global das quatro empresas de transportes com estes assessores foi de 8,4 milhões de euros, sendo que a Metro de Lisboa é responsável por 48,5% dos custos – pagos à Cardigos, Lipman Karas, J.C. Rathbone e 3 VB. Já a Metro do Porto suportou perto de 3,3 milhões de euros, a STCP – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto – 673,8 mil euros e a Carris 336,9 mil euros.

 

No entanto, as adjudicações feitas a assessores alargam-se a outras entidades públicas, segundo o mesmo jornal. Por exemplo, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública pagou 556,3 mil euros – aqui está incluído também o valor pago à consultora Stormharbour para avaliar os swaps –, a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças suportou 529 mil euros e a Secretaria Regional do Plano e Finanças pagou 190 mil euros à sociedade de advogados Cardigos para acompanhar o caso da Madeira.

 

A polémica dos swaps reacendeu-se no início de Março a com a divulgação da decisão do tribunal de Londres, que veio dar razão ao Santander em nove contratos de cobertura de risco de taxa de juro celebrados com a Metro de Lisboa, a Carris, a Metro do Porto e a STCP. Segundo adiantou o Negócios, o Santander reclamou junto do tribunal o pagamento de 272,56 milhões de euros. 

 

Os detalhes da condenação serão divulgados pelo tribunal britânico até 23 de Março, sendo que em aberto está a possibilidade de o Estado português ter de suportar também os encargos que o banco teve com assessorias externas. O valor ainda está por apurar, mas numa troca de correspondência com a Metro de Lisboa, o escritório britânico Lipman Kara sustentava que os honorários que estava a pedir (650 mil euros) eram menores do que o montante entre 2,6 e 5,2 milhões de euros que o Santander previa gastar neste processo.




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