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Avanza vai usar "todos os meios" para defender interesses na subconcessão de transportes

O grupo mexicano ADO, que venceu a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris através da participada espanhola Avanza, vai "usar todos os meios" para defender os seus interesses na sequência da reversão do processo.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 03 de Fevereiro de 2016 às 13:33
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"Vamos usar todos os meios para defender os nossos interesses, até os tribunais internacionais", disse esta quarta-feira, 3 de Fevereiro, fonte do grupo à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, a ADO foi notificada na semana passada da intenção do Governo de reverter os processos de subconcessão.

"Os nossos advogados estão a estudar o dossiê. Temos pontos fortes", garantiu a mesma fonte.

Na terça-feira, o embaixador do México em Portugal, Alfredo Pérez Bravo, disse ser uma "importante preocupação para o Governo" do seu país o cancelamento da subconcessão dos transportes públicos de Lisboa.

"O seu repentino cancelamento gerou uma importante preocupação para o Governo do México e incerteza entre intervenientes mexicanos, afectando assim as relações económicas entre os dois países", indicou a embaixada em comunicado.

A subconcessão das empresas públicas de transporte foi lançada pelo Governo de Passos Coelho (PSD/CDS-PP), que atribuiu à Avanza a exploração da Carris e do Metro de Lisboa, à britânica National Express, que detém a espanhola Alsa, a STCP (rodoviária do Porto) e à francesa Transdev o Metro do Porto.

No entanto, nove dias depois de ter entrado em funções, o executivo de António Costa (PS) suspendeu "com efeitos imediatos" o processo.

O Governo afirma que a reversão não implica o pagamento de indemnizações.

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