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Avianca marca regresso brasileiro à Star Alliance

Um crescimento orgânico tem permitido à Avianca Brasil reforçar a sua posição no país. Com a entrada na Star Alliance, o intuito é aumentar o número de passageiros nos voos de ligação. É o 28º membro desta rede mundial de aviação.

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Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 22 de Julho de 2015 às 18:47
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A Avianca Brasil tornou-se esta quarta-feira, 22 de Julho, o 28º membro da Star Alliance. É o regresso de uma companhia de aviação brasileira a este grupo que reúne companhias de aviação de todo o mundo. A cerimónia decorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Antes da empresa liderada por José Efromovich, Varig e TAM já tinham feito parte da aliança.

 

A Avianca Brasil ocupa uma quota de 9% no mercado doméstico brasileiro, onde a TAM continua a ocupar a primeira posição com quase 37%. "Estamos a estreitar a diferença na participação no mercado", afirmou José Efromovich durante o evento. Actualmente, voa para 24 aeroportos. Os planos da companhia passam por operar com uma frota totalmente Airbus a partir de meados do próximo mês de Agosto, com 41 aeronaves.

 

Apesar de José Efromovich nao esperar que a empresa regresse aos lucros em 2015, mostra-se optimista quanto ao crescimento. "Este ano pretendemos crescer 17%", traça. O objectivo passa por realizar mais de 200 voos diários e atingir a fasquia dos oito milhões de passageiros este ano. Efromovich admite contudo que "estamos a viver uma fase difícil no país (Brasil)".

 

Questionado sobre o assunto, o presidente não descarta uma entrada da Avianca Brasil em bolsa, "mas no tempo certo". Também os planos de internacionalização  da antiga OceanAir estão, nesta fase, suspensos, "à espera (do crescimento) da economia".

 

Fora de questão fica mesmo uma reestruturação da companhia. "Não há nenhum plano de redução de tamanho", assegurou. Pelo contrário: a expectativa é de um reforço com o aumento do número de passageiros oriundos de outras companhias membros da Star Alliance, que recorrem assim à Avianca para os seus voos de ligação.

 

A Avianca Brasil integra o grupo Synergy, liderado pelo irmão Germán Efromovich, que chegou a ser um dos candidatos ao processo de privatização de 61% do capital da TAP. A corrida acabou por ser ganha pelo consórcio Atlantic Gateway, formado por David Neeleman (dono da terceira maior companhia aérea brasileira, a Azul) e pelo dono da Barraqueiro, Humberto Pedrosa.

Azul na Star Alliance? "Hoje é o dia da Avianca Brasil"

Para o CEO da Star Alliance, Mark Schwab, a Avianca Brasil vai ser um "encaixe perfeito para a nossa equipa e para a actividade no Brasil". Esta quarta-feira, 22 de Julho, terminou o período de integração da companhia liderada por José Efromovich na rede.

 

Com a Avianca Brasil, passam a ser 13 os membros da Star Alliance a servir o Brasil. Na lista está incluída a portuguesa TAP, que realiza cerca de 84 voos semanais para o país. "É seguro dizer que nenhuma outra aliança aérea oferece tantos voos, destinos e melhores ligações", afirmou o responsável

 

Questionado sobre a possibilidade de a Azuk entrar na rede Star Alliance, Schwab foi parco em palavras, mas passou a sua mensagem: "Hoje é o dia da Avianca Brasil".

 

A rede Star Alliance, fundada em 1997, permite a ligação a 1.300 aeroportos distribuídos por 139 países.


* em São Paulo, a convite da Star Alliance

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