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Bloco quer explicações de governantes e compradores da TAP no Parlamento

Não é uma comissão de inquérito à TAP mas o BE pretende levar seis personalidades ligadas à venda da transportadora ao Parlamento. O PSD também já tinha chamado o representante do Governo nas negociações.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 28 de Março de 2016 às 16:31
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Do lado dos governos, António Pires de Lima, Sérgio Monteiro e Pedro Marques. Do campo da gestão, Fernando Pinto. Do ramo da regulação, Luís Silva Ribeiro. Da área dos investidores, David Neeleman e Humberto Pedrosa.

 

São estas as personalidades que o Bloco de Esquerda quer sentar na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, segundo um requerimento que deu entrada esta segunda-feira, 28 de Março, e que será discutido na quarta-feira, para debater o tema TAP. 


Para os bloquistas Heitor de Sousa e Paulino Ascensão, em causa está um "conjunto de responsáveis de entidades públicas e privadas que, directa ou indirectamente, tiveram ou têm tido intervenção no processo político e negocial" em torno da TAP.

 

O requerimento do BE segue-se a um outro feito pelo PSD em que foi chamado Diogo Lacerda Machado, que tem representado o Governo em várias negociações (desde a TAP ao papel comercial do BES), que foi aceite por todos os partidos.

 

Pires de Lima, antigo ministro da Economia, e Sérgio Monteiro, seu secretário de Estado, que lideraram o processo de venda da TAP no ano passado, são os primeiros na convocatória do Bloco.

 

Também aí consta Fernando Pinto, presidente da TAP que se mantém em funções mesmo depois da venda ao consórcio Atlantic Gateway, uma parceria entre David Neeleman e de Humberto Pedrosa, ambos também chamados ao Parlamento.

 

Luís Silva Ribeiro, presidente do regulador da aviação ANAC, e Pedro Marques, o actual ministro do Planeamento que renegociou os termos da venda decididos pelo anterior Executivo, completam a lista do Bloco.

  

Neste momento, o último passo acordado prevê que a privatização consumada por Pires de Lima e Sérgio Monteiro, que deu 61% do capital da transportadora aos privados, seja revertida, de modo a que permaneçam 50% da TAP na esfera pública. Neste momento, a companhia área Azul, de Neeleman, já fez uma emissão de obrigações de 90 milhões de euros que, uma vez convertidas em capital, daria direito a até 40% da empresa. A venda continua a ser analisada pela ANAC.

 

O requerimento do BE será votado na próxima quarta-feira, 30 de Março, pelos deputados da comissão de Economia.

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