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CDS acusa Paulo Campos de ter mentido e sonegado informação na renegociação de contratos

O CDS-PP acusou hoje responsáveis do anterior Governo, designadamente o ex-secretário de Estado Paulo Campos, de terem mentido, enganado, sonegado informação e de terem feito contratos paralelos com empresas no processo de renegociação de subconcessões rodoviárias.

Lusa 31 de Maio de 2012 às 13:15
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Segundo o relatório de uma auditoria do Tribunal de Contas, a renegociação dos contratos para a introdução de portagens nas antigas SCUT (vias sem custos para o utilizador) garantiu às concessionárias um "regime de remuneração mais vantajoso".

"A negociação destes contratos, tendo em vista a introdução de portagens reais, veio implicar uma alteração substancial do risco de negócio, garantindo às concessionárias um regime de remuneração mais vantajoso, imune às variações de tráfego, traduzindo-se, na prática, numa melhoria das suas condições de negócio e de rendibilidade accionista em comparação com outras PPP [parcerias público-privadas] rodoviárias (em regime de disponibilidade)", lê-se no relatório do Tribunal de Contas (TC), hoje divulgado.

Em declarações aos jornalistas, o deputado do CDS-PP Hélder Amaral sustentou que o relatório do Tribunal de Contas demonstra que o anterior executivo de José Sócrates, "além da incapacidade de governar em condições o país, é também um Governo da mentira, do engano e da fraude".

"O relatório do Tribunal de Contas confirma que o secretário de Estado Paulo Campos sonegou informação, adulterou informação e fez ainda pior: Fez contratos paralelos com as empresas, que não sabemos quais são, nem sabemos ao certo qual o valor envolvido. O CDS já solicitou esses contratos e vamos querer saber tudo exactamente", advertiu Hélder Amaral.

Hélder Amaral acusou ainda o actual PS "de continuar com as práticas do passado, porque pegou numa ata de um juiz (num colectivo de nove), que é completamente desmentida pelos restantes juízes".

"O PS governou apenas e só a pensar nas eleições, forçou através do engano e da mentira a confirmação do início destas obras, pagando por fora às empresas, mas, no final, quem vai pagar é o contribuinte. O CDS lamenta que este tipo de relatórios não cheguem à Assembleia da República em tempo útil, porque este relatório já era comentado em vários sítios", disse o deputado democrata-cristão.

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