Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Comissão das Privatizações sugere deixar de fora a manutenção Brasil na venda da TAP

A Comissão Especial de Acompanhamento das Privatizações, liderada por Amado da Silva, sugere deixar de fora o negócio da Manutenção do Brasil na venda da TAP, uma vez que a privatização de 100% do grupo “acarreta riscos”.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 08 de Maio de 2013 às 12:45
  • Assine já 1€/1 mês
  • 7
  • ...

A equipa de Amado da Silva considera que a comissão foi constituída “num momento tardio”.

 

No seu relatório final de venda da TAP, tornado público, a CEAP refere que “o processo de reprivatização em análise, havia sido, no essencial, conduzido de forma rigorosa, imparcial e transparente, embora se tenham feito alguns reparos, sem impacto no resultado final”.

 

Contudo vai apresentando alguns problemas deste processo que foi concluído no final do ano passado, quando o Governo decidiu terminar a operação.

 

A operação “comporta riscos de execução” muito importantes. Estes riscos prendem-se com a eventual não renovação das licenças relativas às Lojas Francas e com a Groundforce. 

 

“Os riscos decorrentes da proposta apresentada são elevados quando avaliados quer em termos de execução financeira, quer em implemetação estratégica”, acrescenta a comissão no mesmo documento.

 

Assim, “sugere-se que se altere o perimetro de privatização, atendendo em particular à Manutenção & Engenharia Brasil”.

 

“O perímetro parece ter funcionado como desinsentivo, para as companhias como a Lufthansa”, sublinhou ainda.

 

A comissão recomendou alguns aspectos que considerou que deveriam ser melhorados, em momento futuro: a avaliação prévia da companhia que foi feita segundo aquela entidade, a aprovação com tempo do caderno de encargos, e um maior rigor na definição dos critérios de selecção dos potenciais interessados.

 

“Apesar da falta de concorrentes, a proposta não contém condições financeiras menos favoráveis para o Estado que a anterior, não vinculativa”, acrescentou a mesma fonte.

 

A comissão levanta também dúvidas relativas à alienação de acções aos trabalhadores, no entanto refere que este assunto só será relevante para o futuro.

 

Quanto à proposta da Synergy, a única a chegar ao Governo, a comissão “não detectou nenhum favorecimento do processo” e esta “encontra-se no intervalo de preços expectáveis face às avaliações”.

 

Comoo jornal “i” já avançou na edição desta terça-feira, a comissão “desconhece, em especial, como foram seleccionados os avaliadores”. Ou seja, apesar de as exigências da lei  – que impõe uma avaliação prévia das entidades a privatizar – terem sido cumpridas, a CEAP sublinha que não tem “conhecimento do modo como os avaliadores foram seleccionados”. 

 

O Governo decidiu suspender o processo dizendo que a Synergy não entregou todas as garantias exigidas no caderno de encargos do processo.

 

 

Ver comentários
Saber mais TAP manutenção
Mais lidas
Outras Notícias