Transportes Costa: “Serviços mínimos estão a ser cumpridos. Não é necessária a requisição civil”

Costa: “Serviços mínimos estão a ser cumpridos. Não é necessária a requisição civil”

O primeiro-ministro insiste que “a greve é legítima, mas são necessários os serviços mínimos” e apela a patrões e sindicatos para “terminarem com este conflito”, que “não deixará de produzir efeitos” negativos sobre a economia portuguesa.
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António Larguesa 12 de agosto de 2019 às 11:13

António Costa registou esta manhã como "muito positivo os serviços mínimos estarem a ser cumpridos". "Além de um ou dois incidentes pontuais, tudo decorre com normalidade. Não é necessária a requisição civil", declarou.

 

No final de uma visita à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), onde assistiu ao "briefing" operacional, o primeiro-ministro frisou que "não foi preciso" ainda recorrer às forças armadas e de segurança, que continuam posicionadas no terreno para avançar, se for necessário.

 

"Não foi decretada a requisição civil porque sempre dissemos que o Governo só atuaria na margem do estritamente necessário para assegurar a normalidade e o funcionamento do país. A greve é legítima, mas são necessários os serviços mínimos", acrescentou o governante, recusando apreciar a ameaça de violação dos serviços mínimos por parte do sindicato, assim como o pedido da Antram para Pardal Henriques se afastar do processo negocial.

 

Na semana passada, o Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou a situação de crise energética, o que implica "medidas excecionais" para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

 

Temos de estar sempre preparados para o pior, desejando o melhor. ANTÓNIO COSTA, PRIMEIRO-MINISTRO


Em declarações aos jornalistas, em Carnaxide, António Costa pediu ainda que "as partes aproveitem esta ocasião para fazer as negociações que têm de fazer para terminar com este conflito". Sublinhando que este é "um conflito entre privados", sustentou que o Executivo "respeita a vontade das partes", que até já se ofereceu para fazer a mediação, mas "não se pode substituir" aos patrões e sindicatos.

 

E durante quanto tempo será possível manter a normalidade que apregoa? "Temos de estar sempre preparados para o pior, desejando o melhor", respondeu o chefe do Governo socialista, concordando que "mesmo com serviços mínimos, a greve não deixará de produzir efeitos [negativos] sobre a economia portuguesa".

 

Os motoristas cumprem hoje o primeiro dia de uma greve marcada por tempo indeterminado e com o objetivo de reivindicar junto da associação patronal Antram o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

 

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).




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