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EMEL vai investir 35 milhões em mais estacionamento em Lisboa

A EMEL pretende construir dois novos parques de estacionamento no Campo das Cebolas e na Penha de França. Pretende também criar mais 2.167 lugares de estacionamento distribuídos por Campo de Ourique, Laranjeiras e Lapa.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 08 de Outubro de 2015 às 14:39
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A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) prevê investir 35 milhões de euros no próximo ano, com a maior fatia (14,7 milhões de euros) em parques de estacionamento, segundo o orçamento para 2016 hoje apresentado.

 

Segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso, a EMEL pretende construir dois novos parques de estacionamento no Campo das Cebolas e na Penha de França.

 

No Campo das Cebolas, o novo parque terá 206 lugares de estacionamento, numa intervenção que "abrange a requalificação do Largo do Campo das Cebolas que se estende desde da Rua do Cais de Santarém até à Rua dos Arameiros, e desde a Rua da Alfândega até à Av. Infante D. Henrique".

 

Na Penha de França serão criados 99 lugares de estacionamento distribuído por duas plataformas, numa obra que acumula ainda a construção de uma creche, miradouro e hortas urbanas.

 

A EMEL pretende também criar, no primeiro semestre de 2016, mais 2.167 lugares de estacionamento na via pública, distribuídos por Campo de Ourique, Laranjeiras e Lapa.

 

No segundo semestre, prevê criar mais 1.690 lugares na Avenida da Igreja e Santos-o-Velho.

 

Serão ainda criados lugares de estacionamento na via pública nas zonas do Socorro, Carnide, Mercado de Benfica e Benfica/Avenida do Uruguai.

 

"Este programa de expansão e a substituição de equipamentos em fim de vida útil exigirá a aquisição de cerca de 600 novos parquímetros", que custarão dois milhões de euros, lê-se no documento.

 

No total, o "esforço de investimento 'on street' atinge cerca de 5,3 milhões de euros, em parte dirigido à renovação de equipamentos e de tecnologias de gestão e de fiscalização e também resultante da própria expansão de actividade da empresa".

 

No cumprimento do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa, a EMEL pretende criar passadeiras mais acessíveis - algumas rebaixadas para ficarem ao nível da via, outras sobre-elevadas para permitir uma acalmia de tráfego - e adaptar lugares de estacionamento dedicados a pessoas com mobilidade reduzida.

 

A EMEL irá, ainda, construir meios mecânicos de apoio à acessibilidade suave à colina do Castelo como um elevador na Sé, escadas rolantes na Mouraria e um funicular na Graça.

 

Uma das prioridades para 2016 é a pedonalização do Cais do Sodré e Corpo Santo, numa intervenção que visa "uma profunda alteração no sistema de circulação desta zona central e histórica da cidade".

 

Com início previsto para 2016, está também a Pedonalização da Frente Ribeirinha, entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia e estendendo-se ainda pela Avenida Infante D. Henrique, uma obra que deve ficar concluída em 2018 e que prevê um investimento que ultrapassa os 22,6 milhões de euros.

 

A EMEL projecta para 2016 um volume de resultados líquidos de 206 mil euros, espera uma receita das vendas e prestações de serviços na ordem dos 32 milhões de euros e prevê gastar com pessoal e serviços externos mais de 28 milhões de euros.

 

Com um passivo de 53,6 milhões de euros, aquela empresa espera arrecadar com a sua operação 40 milhões de euros, mais de metade através dos parquímetros (23,8 milhões de euros).

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