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Expansão da rede do Metro do Porto deve ser contemplada nos planos para 2015

O accionista da Metro do Porto Área Metropolitana do Porto (AMP) pediu esta quarta-feira para que seja contemplada no plano de actividades da transportadora para 2015 a expansão da rede, anunciou o presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP).

Paulo Duarte/Negócios
Lusa 28 de Maio de 2014 às 15:28
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Em declarações aos jornalistas, no final da assembleia geral da empresa, Hermínio Loureiro afirmou que, naquilo que diz respeito ao futuro da empresa e tendo em conta o plano de actividades para o próximo ano, o CmP deixou bem claro que a expansão da rede do Metro do Porto não pode ficar "fora da estratégia Portugal 2020 naquilo que são os fundos comunitários afectos à questão da mobilidade e também da sustentabilidade energética".

 

O objectivo é, "a exemplo daquilo que possa acontecer noutras zonas do país, [que] o Porto não seja em nenhuma circunstância relegado para um plano secundário e que [a expansão da metro] possa ser considerada como prioridade", sustentou o presidente do CmP.

 

Hermínio Loureiro salientou também que "o facto de o Metro ser o único transporte que cresce é um sinal muito positivo".

 

"Se há um crescimento da Metro relativamente ao ano anterior é positivo, merece uma atenção especial e naturalmente mostra todo o potencial de crescimento que este meio de transporte tem", sublinhou.

 

De acordo com o relatório e contas da Metro do Porto de 2013, a procura cresceu 2,6% relativamente ao ano anterior, tendo a empresa transportado um total de 55,9 milhões de clientes.

 

"Importa aqui referir que a Metro é uma empresa que tem crescido e que a sua procura também tem crescido, é interessante, tendo em conta até a comparação com outros transportes, registar com agrado este aumento de passageiros", disse Hermínio Loureiro.

 

Questionado sobre as linhas que deverão ser consideradas prioritárias no âmbito do crescimento da rede, o autarca de Oliveira de Azeméis defendeu que essa é uma matéria para se discutir numa segunda fase.

 

"Não devemos discutir essa matéria ainda nesta fase, importa garantir o financiamento e a questão de princípio, a da necessidade da expansão da rede. A discussão da linha A ou linha B só o devemos fazer após termos garantido financiamento", frisou.

 

O presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, adiantou, contudo, que a expansão da rede é "o objectivo da AMP", que já decidiu serem prioritárias as ligações Campanhã-Gondomar e Santo Ovídeo (Gaia).

 

A ideia é que a expansão da rede esteja prevista no plano de actividades de 2015, sendo que "o que o CmP tem defendido é não é uma nova linha para Matosinhos, para a Maia ou para a Trofa, mas onde a operação é sustentável", concluiu Marco Martins.

 

Nesta assembleia geral da Metro do Porto não esteve em agenda e nem foi discutida a eleição de novos órgãos sociais, sendo que o antigo presidente da Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro, bem como outros autarcas que já não pertencem a executivos de câmaras da AMP, mantêm-se em funções.

 

Hermínio Loureiro referiu que "naturalmente que a seu tempo essa será uma matéria a ser discutida", adiantando que "brevemente essa situação será ultrapassada".

 

A Metro do Porto, SA., tem como accionistas a AMP, que detém 40%, e o Estado, com 60%.

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